sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dicas de especialistas para contar histórias para os filhos

Como já falamos aqui no blog, os pais têm papel fundamental na introdução e promoção do hábito de ler dos filhos desde a infância. Esta também é a opinião das escritoras Roberta Ribeiro e Ruth Souza, especialistas em livros para crianças.

De acordo com elas, ler e contar as histórias de livros infantis podem servir aos pais como uma importante forma de interação com os pequenos.

Quando os pais contam ou leem uma história antes da criança dormir, este torna-se um momento de interação, confiança, segurança e afeto entre eles. “Ela vai resgatar este sentimento de conforto e amorosidade que teve com os pais quando for estudar os livros da escola”,  diz a escritora Roberta Ribeiro.

Autoras da coleção "Faça Seu Mundo Melhor", com seis livros voltados para crianças de todas as idades, Roberta e Ruth listaram dicas para os pais contarem histórias aos filhos.

Crie um ambiente favorável
 
Os pais devem criar um ambiente agradável e acolhedor. Pode ser na sala da casa, na hora de dormir, no carro, ao levar a criança para a escola. “É mais um ambiente emocional do que físico”, diz Ruth.

Envolva a criança na leitura
 
Cada pai tem seu próprio jeito de aproximar os filhos da cultura escrita: uns preferem ler o livro exatamente como está escrito e outros optam por apoiarem-se nas imagens para contar a história. É importante envolvê-la no processo, conversar durante a leitura e verificar se está compreendendo.

Não se prenda tanto ao texto
 
Pergunte à criança que personagem ela gostaria de ser. É provável que ela e os pais “saiam” um pouco da história. Isso é normal. A interação é tão importante quanto a atenção ao texto.

Use um personagem para assuntos delicados
 
Contar uma história fictícia envolvendo um personagem pode ajudar a criança a pensar em situações em que ela esteja vivendo. Por exemplo, se a criança está brigando muito na escola ou se a mãe está grávida, pode-se criar histórias com esses temas e personagens fictícios. A criança participa e cria a história, pensando no que pode fazer para melhorar sua vivência. Isso pode ajudar a resolver uma questão interna. “Mas, quando a coisa é mais séria, os pais devem procurar um profissional”, salienta Ruth.

Deixe a criança contar a história
 
Propor ao filho contar a história do livro pode ser interessante para estimular o raciocínio, a memória e a própria imaginação. É possível que a criança não conte a história como está no livro, afinal os pequenos são muito imaginativos. Reprimir possíveis fugas ao tema não é a atitude mais adequada. Se a criança está lendo o livro, deixe que ela interaja e permita com que sua imaginação possa fluir.

Entre na brincadeira
 
Estimular a criança a contar ou ler história é muito importante, e os pais também podem entrar na brincadeira. Essas situações favorecem muito mais o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança do que horas inteiras com jogos no computador ou programas de TV.

Use suas habilidades
 
Os adultos devem usar recursos e habilidades para poder contar histórias. Se souberem, podem tocar uma música, cantar, desenhar. Não precisa ter talentos tão diferenciados, pode usar seus próprios esforços. Além de reforçar o relacionamento afetivo entre pais e filhos, momentos como estes são mágicos, pois despertam nas crianças o desejo e o interesse em compreender as riquezas de nossa cultura letrada.

Atenção à qualidade

Ao  escolher um livro, o que está em jogo não é a linguagem simples, frases curtas ou a garantia de entendimento por parte das crianças, mas a existência de um enredo interessante e inteligente e a presença de ricas ilustrações – que também compõem o texto , e que se afastam das imagens estereotipadas, além, é claro, da presença de autoria.

Possibilitar aos pequenos o acesso a materiais impressos de primeira qualidade é imprescindível para a formação do leitor. Não basta dar “livrinhos”, mas sim livros! Obras bem feitas, pensadas, cuidadas, que, em última instância, agradem a todos, pois a boa obra literária não se dirige apenas a determinadas faixas etárias.

Quanto mais cedo começar, melhor

A despeito da ideia de que crianças pequenas têm concentração reduzida e, por isso, precisam de leituras resumidas, salientamos que, por menores que sejam, elas se emocionam, se concentram, antecipam o enredo da narrativa e nomeiam fatos e personagens à medida que se apropriam do conteúdo.

Sendo assim, pensamos que os livros podem e devem acompanhar as crianças desde muito pequenas. O contato literário fará com que elas, assim como os adultos, acessem outros mundos, distantes e próximos, construam conhecimentos sobre si e sobre o entorno e façam parte da cultura escrita, que integra o mundo contemporâneo.

Foto ilustrativa


Fonte: Site G1

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