segunda-feira, 13 de maio de 2013

Seu filho é hiperativo ou sapeca?



Quem não conhece uma criança agitada demais, que vive correndo pela casa, pula nos móveis, come em pé e espalha os brinquedos? Na sala de aula, ela pode, às vezes, esquecer de fazer a lição ou cometer um erro no exercício, por pura distração.

Esses comportamentos muitas vezes são associados ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), doença que atinge crianças, mas pode continuar na vida adulta. Muitos pais acabam procurando um médico, sem perceber que, na maioria dos casos, essas crianças só estão sendo... crianças!

Na entrevista abaixo, ao Grupo Abril, a psicóloga Flávia Lemos explica como diferenciar crianças hiperativas das espoletas. Ela é membro do Conselho Federal de Psicologia que, no ano passado, lançou a campanha “Não à Medicalização da Vida”, contra o uso indiscriminado de medicamentos para tratar a hiperatividade e outros males.

Como diferenciar criança arteira de criança hiperativa?

As definições sobre a hiperatividade são polêmicas e há visões diferentes entre os estudiosos. Isso significa que faltam mais pesquisas a respeito da doença, mas elas precisam ser feitas sem financiamento dos laboratórios, porque eles lucram com a venda de remédios. Para descobrir um quadro de hiperatividade, o médico deve levar em consideração vários aspectos da vida da criança: a situação escolar, o estado de saúde, o relacionamento da criança com os amigos, a realidade financeira da família, entre outros.

A que perigos a criança estará sujeita se tomar medicamentos à toa?

Remédios são drogas. E, apesar de permitidos, também causam danos e dependência. Os remédios para hiperatividade, especificamente, possuem princípios ativos que podem provocar crises de ansiedade e surtos psicóticos, problemas nos rins, insônia, perda de apetite, dor abdominal, cefaleia, alteração da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Existe tratamento para a hiperatividade sem remédio?

Falar de tratamento é limitar o problema a apenas um aspecto da vida. Nós precisamos oferecer às crianças cuidados em diferentes campos, não apenas nos hospitais e consultórios. A criança precisa estar bem não só na saúde física em si, mas na escola, na vida familiar e na vida com os amigos. A criança precisa, inclusive, ter oportunidade de praticar esportes, ir ao cinema, ao teatro.

Fonte: Grupo Abril

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