quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Boas dicas de educação para se ensinar às crianças


Atitudes como dizer “obrigado” e “por favor”, não mexer nas coisas de outras pessoas etc, são regras que as crianças aprendem aos poucos e sempre com a ajuda dos pais.

Confira algumas dicas simples de como ensinar ou reforçar alguns dos principais mandamentos de boas maneiras:

1. Dizer "por favor"

O primeiro passo para que as crianças aprendam essa palavra é, claro, ouvi-la dentro e fora de casa. Ou seja: se esse for um hábito diário entre os adultos e os pais derem o exemplo, será mais fácil cobrar o mesmo comportamento dos pequenos.

Mas não se pode esperar que o filho tenha tudo na ponta da língua tão rapidamente. É preciso lembrar o pedido a cada situação até que, aos poucos, ele adquira o costume e saiba quando usá-lo.

2. Emprestar o brinquedo

Se a criança tem até 3 anos, em média, terá dificuldades em entregar algo que é dela para outra pessoa ou entender que o emprestado será devolvido. Mas, uma dica é procurar estabelecer trocas.

3. Agradecer quando ganha um presente

Nessa situação, o importante é mostrar ao seu filho que outra pessoa se importou com ele e, por isso, merece um agradecimento. O mesmo vale para quando recebe um elogio. E não tem segredo: a recomendação é pedir à criança que agradeça sempre.

4. Pedir desculpa

Não basta apenas “obrigar” seu filho repetir a palavra. É preciso explicar o motivo de ele pedir desculpas. E, assim como nas outras situações já citadas, considere a idade da criança, pois o pedido também está relacionado à aquisição do senso moral. Se o seu pequeno de 3 anos empurrou o amigo, por exemplo, o ideal é explicar que aquilo não é certo e incentivá-los a fazer as pazes (sem muitas delongas sobre o assunto). Depois, por volta dos 4 anos, ele vai compreender melhor o sentido de certo e errado e, então, vale uma explicação mais longa, falando que não é legal fazer com os outros aquilo que não gostamos que façam com a gente e que, quando isso acontece, é preciso reconhecer o erro e se desculpar.

5 - Não interromper enquanto os adultos conversam

Principalmente por volta dos 2 anos, a criança tende a interromper o papo. E esse é um comportamento normal. Se você está em uma festa de família, por exemplo, peça para que ele fique perto e que interaja também com a pessoa com quem você está conversando. Que converse, mas também saiba ouvir as outras pessoas da roda.

No caso de seu filho ser um pouco mais velho (a partir de 4 anos), já é mais fácil explicar a situação e dizer que, quando duas ou mais pessoas conversam, cada uma tem sua vez para falar - e que é preciso esperar. Mas, não se esqueça: assim como toda regra de convívio social, será necessário repetir mais de uma vez.

6 - Não abrir a geladeira na casa dos outros

Essa atitude está relacionada à ideia de “nossa casa” e “casa dos outros”. A alternativa é fazer seu filho compreender que ele não pode mexer no que não é dele (o que inclui a geladeira). Não precisa dizer ao seu filho - principalmente se ele ainda for bem novinho - , que é falta de educação na frente de todo mundo. Até porque o adulto que é dono da casa costuma reagir com bom humor à cena. De qualquer maneira, vale sempre reforçar a recomendação de que, quando está fora de casa, é preciso pedir quando se deseja alguma coisa.

7 - Respeitar os mais velhos

Seja com os mais próximos, como os avós, ou com aqueles que vê de vez em quando, como um vizinho, seu filho provavelmente vai conviver com pessoas mais velhas.

Além do diálogo, o ideal, como sempre, é partir de situações rotineiras. Explique ao seu filho, por exemplo, que o jeito de brincar com o avô é diferente da maneira com que ele se diverte com o amigo da escola e que eles têm o seu próprio tempo. Também vale lembrar que os idosos são pessoas mais experientes e, por isso, devem ser ouvidos.

Outra dica para fazê-los compreender a maneira de se relacionar com os mais velhos é ter a literatura como aliada. Que tal passar a tarde em uma livraria e ler, com as crianças, obras que abordam a relação com os avós (ou com os idosos em geral), como as de Monteiro Lobato? É um jeito mais “leve” de tratar a questão.

Por fim, dê o exemplo. Não adianta você exigir que seu filho trate bem os mais velhos se você mesmo não dá lugar para um idoso sentar ou reclama quando passam na sua frente em uma fila.

8 - Fazer as refeições com tranquilidade


O ideal é tornar a hora de comer a mais organizada possível. Acompanhe a criança enquanto ela se alimenta e evite interrupções que possam distraí-la. Também diga que é importante ficar sentado durante a refeição para que a comida não faça mal.

Quando o almoço ou jantar é em um restaurante, distrair a criança é uma boa alternativa. Uma dica é procurar locais com áreas de recreação (mas combine que poderá brincar só depois de comer) e levar brinquedos, jogos, papel e caneta para que se distraia enquanto a comida não vem. Explique também que, se ela se levantar antes de terminar de comer, seu prato será retirado. Outra dica para o caso daqueles muito agitados (em casa ou fora) é “cansá-los” antes da refeição: leve para um passeio ou deixe que brinque bastante antes de comer.

Quem tem mais de uma criança em casa e percebe diferença entre as duas, respeitar o ritmo de cada uma também é necessário.

9 - Saber esperar

Seja na fila do parque ou na sala de espera do consultório médico, é comum ver uma criança inquieta. Essa ansiedade começa ainda na fase de bebê e está relacionada à rapidez com que ele tem suas necessidades atendidas. É preciso ter paciência para que, aos poucos, seu filho aprenda a ser mais paciente, mas há algumas atitudes suas que podem ajudar. Quebrou ou perdeu um brinquedo? Não precisa comprar outro imediatamente, diga que em outra ocasião você dá um novo, ou que tal pedir para o Papai Noel? Quando a ansiedade está relacionada a alguma viagem ou festa que vai acontecer, espere para contar sobre o evento quando estiver mais próximo à data.

Em situações que não dá para escapar da espera, procure sempre ter na bolsa um brinquedo, um livro ou, dependendo do horário, algo para comer ou beber. Por fim, sempre vale repetir (mesmo para as mais novas) que “tudo tem a sua hora”. A criança precisa saber que chegará a sua vez, mas isso precisa ser mostrado com ações. Atue sempre da mesma maneira com seu filho até o momento que ele consiga ter o que está esperando.

Outra dica: se está em um restaurante, por exemplo, que tal explicar (de um jeito que ele entenda) como se dá o processo de preparação de um alimento? Fale do cuidado e do tempo que é necessário para preparar aquilo que comemos. Provavelmente, ele não vai entender na primeira, segunda ou terceira vez. Mas, aos poucos, começa a compreender que nem tudo está prontinho para ser servido.

Fonte: Revista Crescer

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