segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Conversando se aprende


            Conversando a criança “...aprende a propor suas interpretações em vez de impô-las. Aprende a se expressar com precisão e de maneira analítica, a desejar e a esforçar-se para ser compreendida por seus interlocutores, a escutar e a compreender as interpretações dos outros. Aprende a viver socialmente, ou seja, a enriquecer o seu pensamento com a contribuição do pensamento dos outros.” (Cousinet, 1949)

A roda de conversa é uma situação que acontece com frequência e compõe a rotina do nosso dia a dia na Educação Infantil. Trata-se de um encontro para conversar sobre aquilo que interessa, provoca, impressiona e instiga tanto a uma só criança, quanto ao grupo todo. Sobre o que desejam conhecer e aprender, sobre o cotidiano e o “distante”, o estranho e o inusitado. Sobre os seus medos, dúvidas e sentimentos.  Sobre si, sobre o outro e sobre o mundo.
            Assim, na roda surgem diferentes assuntos em função das sugestões trazidas pelas crianças. Esse momento de encontro pode conduzir não só a expressão da palavra pura e simples, mas de ideias, pensamentos, sentimentos, gestualidade, humor, dramaticidade e concepção de mundo.
            Portanto, encontrar-se na roda para conversar é um dos momentos mais prazerosos do nosso dia, e foi em um deles que surgiu a ideia de um teatro.


            Tudo começou com uma divergência entre meninas e meninos.
As meninas:
−  Podemos brincar de teatro na brinquedoteca com as fantasias de princesas!
E os meninos:
             − Não, vamos brincar de teatro com fantasias de super-heróis, não vai ter princesa!
E de repente surgiu uma ideia: “que tal um teatro com princesas e super-heróis?”
            Então começaram as indagações:
− Mas, não existe! Onde tem esse livro? Não é príncipe com princesa?
E assim a discussão seguiu até que surgiu outra ideia:
− Tia Mi, e se juntos inventássemos uma história com princesas e super-heróis?


            E a história começou com uma folha, uma caneta e muitas ideias. E claro que, do ponto de vista dos pequenos, toda história tem que começar com “Era uma vez...”
            Nessa história, princesas se misturam com super-heróis e estes, com poderes incríveis, as salvam do temido dragão de fogo que queria congelá-las. Isso mesmo! Congelá-las! Na imaginação e na fantasia das crianças, tudo é permitido... Até o fogo congela! Já ouviram aquela frase? “Você pode ser o que quiser, se tiver imaginação”, pois então, aqui temos muita!





            Depois da construção coletiva do texto, as crianças, espontaneamente, nos horários de brinquedoteca, começaram a dramatizar a história inventada. Escolheram fantasias, inventaram um cenário e decidiram os locais de atuação de cada personagem.





            - Que tal apresentarmos na hora do conto?
A resposta foi unânime, pois todos estavam muito envolvidos com a proposta e prontos para comunicar aos outros grupos essa história tão incrível e inventada por eles.
E a nossa sexta-feira terminou assim, com uma demonstração clara do quanto as crianças, mesmo as menores, são protagonistas de suas ações, construindo processos de experimentações e demonstrando a capacidade que possuem de imaginar e representar.














Milene Sinicatto dos Santos

Professora do Grupo 3

4 comentários:

  1. Parabéns vocês são 10!!!! Admiro muito o trabalho e dedicação da equipe. Bjs
    Emília

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  2. Emília, obrigada pelo reconhecimento! E aguarde esses aluninhos, eles são demais! Abraços

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  3. Emília, obrigada pelo reconhecimento! E aguarde esses aluninhos, eles são demais! Abraços

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  4. Emília, obrigada pelo reconhecimento! E aguarde esses aluninhos, eles são demais! Abraços

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