quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Criança deve acreditar em Papai Noel?


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O garoto Joaquim Dias Rubim, de 6 anos, ficou um pouco desconfiado quando, no ano passado, o Papai Noel chegou todo bronzeado para entregar os presentes de Natal. “Ele estava moreno. Acho que tinha ido à praia”, contou o menino, estranhando que um sujeito que mora no Polo Norte aparecesse com a cor do verão. Mas com o incentivo da mãe, a pedagoga Simone Rubim, a suspeita foi esquecida e, neste ano, ele já fez a cartinha ao bom velhinho. “Eu acho importante ele acreditar, resgatar esta inocência, esta fantasia nas crianças”, diz Simone.

A dúvida em crenças como a do Papai Noel é um processo natural no desenvolvimento infantil. Geralmente, por volta dos sete anos, quando o pensamento da criança é mais lógico e ela começa a comparar informações, a desconfiança aparece. No entanto, a idade da “descoberta” pode variar de acordo com o estímulo que ela recebe dos pais e com o ambiente em que vive.

Incentivar as crianças a crer em figuras imaginárias, como a do Papai Noel, enriquece o imaginário e favorece a exploração das ideias e do pensamento infantil, segundo explica a psicóloga e psicanalista Santuza Fernandes Silveira Cavalini, professora doutora da Universidade Mackenzie, em São Paulo. “O importante é entender que o mundo de fantasia é fundamental para que ela possa compreender a realidade. A fantasia, a brincadeira e a imaginação ajudam a criança a lidar com os seus sentimentos”, comenta.

O psiquiatra José Raimundo Lippi, especialista em crianças e adolescentes, diz que a crença no Papai Noel contribui, ainda, para o estímulo da criatividade e atende às fantasias de onipotência próprias da primeira infância. “Assim como creem que os super-heróis podem voar, elas acreditam na existência de um ser poderoso, que pode atender aos seus pedidos”, explica.

 
Meu filho descobriu, e agora?

Com crianças antenadas no mundo virtual fica cada vez mais difícil manter a fantasia por muito tempo. Segundo a psicopedagoga Maria Irene Maluf, hoje em dia é complicado que uma criança com acesso à internet, à TV, que vá à escola e que tenha irmãos e amigos mais velhos acredite na figura do Papai Noel após os cinco ou seis anos de idade.

E, quando a dúvida surge, é comum que a criança procure respostas no computador ou questione os pais ou os familiares. A advogada Juliana Leal passou por isso quando, no ano passado, depois de comentários de coleguinhas da escola, o filho Vinícius Leal, então com 9 anos, veio perguntar sobre a existência do bom velhinho. “Respondi que, se dentro do coração dele ele acreditasse, então o Papai Noel sempre iria existir”, conta a mãe. A resposta “em aberto” de Juliana foi proposital. “Não queria forçar uma situação, obrigá-lo a acreditar ou fazer com que ele fingisse acreditar no Papai Noel só para não me deixar chateada”, explicou.

Simone, mãe de Joaquim, acha importante incentivar a fantasia do Papai Noel

Foi então que, a partir daquele ano, Vinícius deixou a fantasia de lado. Não escreveu a tradicional cartinha, como fazia antes, e pediu o presente de Natal diretamente à mãe. “O problema é que, hoje, as crianças convivem com o mundo real e outro virtual o tempo todo e estão muito mais aptas a compreender, por si mesmas, que o Papai Noel é um personagem muito mais cedo do que os adultos pensam”, explica Maria Irene Maluf.

A psicopedagoga recomenda também que, quando os pais forem questionados, o melhor mesmo é serem francos com a criança e não forçarem a crença. “Quanto mais tempo estes adultos insistirem na veracidade da história do Papai Noel, perante um filho que já conhece a verdade, maiores a angústia e a decepção da criança. Afinal, insistindo nessa situação, parece que os pais não acreditam que ela já tenha crescido a ponto de distinguir a fantasia da realidade”, diz.

Maria Irene faz questão de ressaltar que essa revelação deve ser feita ao tempo da criança. Ela explica que ser radical e dizer que a figura não existe, sem que a desconfiança tenha vindo da própria criança, é tirar dela a participação em uma história emotiva, cheia de símbolos e com um personagem que dá exemplo de bondade, ensina virtudes e dá esperanças, como outros tantos heróis.

Antes da hora ou tarde demais

Mas o que fazer se a criança desconfia muito cedo que Papai Noel não existe? Neste caso, o melhor é voltar a pergunta, indagando o filho: “o que você acha?” Assim, descobre-se exatamente o que ele já sabe e o que realmente deseja entender. “O melhor jeito é dizer que o Papai Noel existe, sim. Explique que ele é personagem de uma linda história, contada há muitos anos na época do Natal e, assim como a Cinderela e o Peter Pan, mora na nossa imaginação”, indica Maria Irene.

No entanto, também não há motivos para preocupação se a descoberta demorar mais a aparecer. “O que ocorre é que muitas crianças são desestimuladas e mesmo desencorajadas a persistir na crença por familiares ou coleguinhas. O fato é que cada uma precisa do seu tempo para deixar de acreditar no Papai Noel e em outras crenças”, conclui o psiquiatra José Raimundo Lippi.

 

Alessandra Oggioni- especial para o iG São Paulo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Como lidar com a ansiedade das crianças no fim do ano



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O corre-corre do fim do ano não mexe apenas com a sua rotina, mas também com a das crianças. Ensaios para festas de encerramento na escola, no inglês, na natação, no balé e o acantonamento indicam que o ano está chegando ao fim, e isso pode deixar seu filho ansioso. Para ajudar você a contornar as emoções das crianças nesse período, selecionamos situações e o que fazer em cada uma delas para que esta época não seja um caos para elas (e nem para você!).
Meu filho está triste com a chegada das férias

O maior problema das férias é a criança ficar entediada. Para evitar, o melhor dos mundos seria se os pais conseguissem se programar para conciliar alguns dias de folga junto com os filhos. A criança já ficaria mais animada só de saber que a rotina dela ao lado dos pais seria ainda mais próxima, desde acordar junto até sair para tomar um sorvete ou viajar. Porém, nem sempre essa situação é possível. Assim, ainda que o seu filho fique com a babá, empregada ou avó, antes mesmo da chegada das férias, converse com ele para que programem juntos algumas atividades para os dias longe da escola. Pode ser desde uma ida ao teatro, cinema ou parque até chamar os amigos que estão na cidade para passar o dia com ele. “Assim, ele vai entender que, apesar de não ir para a escola, ficar ao lado dos amigos todos os dias, também vai fazer coisas diferentes e gostosas”, diz Rita Calegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo (SP). Na programação, vocês podem incluir brincadeiras com argila, papel machê, guache. Como as crianças em geral ganham presentes no fim do ano, marque um dia com o seu filho para que ele separe brinquedos que não quer mais. À noite, quando chegar do trabalho, vocês podem embrulhar e organizar a entrega para alguma instituição de crianças carentes. Mandá-lo para acampamentos também é uma opção, mas que será válida somente se for o desejo dele.
 
Meu filho é muito tímido. Ele deve participar da festa de fim de ano na escola?

É muito rico a criança participar de um ritual de passagem, que indica o encerramento de um ciclo para o começo de outra etapa na vida. Além da recordação que ela terá da infância, a apresentação da escola é uma oportunidade de ela mostrar à família o que aprendeu. É um dia especial. Ainda que o seu filho não queira participar, o que acontece, em geral, com crianças menores, leve-o ao local do evento e deixe-o junto com os amigos na “concentração”. É bem provável que junto com eles e os professores, ele se sinta motivado a subir no palco. Caso não queira mesmo, não há problema. Assista ao lado dele à apresentação dos amigos. Ele ficará animado para uma próxima vez.

Meu filho não para de perguntar sobre o presente de Natal. O que eu faço?

É difícil controlar a ansiedade da criança em relação a um presente nesta época do ano. As propagandas de TV, os enfeites dos shoppings, dos prédios, das casas já indicam que o Natal está chegando. Não dá para impedir que ela pergunte mesmo. O melhor é ouvir e propor outros assuntos. Trabalhar o tempo com a criança também é importante. Que tal usar um calendário para contar quanto tempo falta para a chegada do Natal? Assim, fica mais fácil seu filho visualizar quantos dias precisa esperar para ganhar o presente. E nada de cair na tentação de dar o que ele pediu antes da data. “O gostoso das datas é passar por elas. Ganhar antes não tem o mesmo valor de receber no dia. É importante os pais trabalharem a tolerância à frustração com as crianças. Datas como o Natal, Páscoa, aniversário, são ótimos momentos de transmitir valores para os filhos”, diz Rita.

Fonte: Revista Crescer

 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ouvir histórias e brincar torna seu filho mais inteligente na vida adulta


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Ao ler uma história para o seu filho, duas novas possibilidades se abrem. A primeira é a do conhecimento. E ela acontece quando vocês descobrem, juntos, como as formigas vivem, por exemplo. A segunda é a da imaginação, que se desenrola a cada cena do texto contado por você. Cada um pode imaginar e criar do jeito que quiser o palácio do rei ou o guarda-roupa de uma princesa.

Oferecendo essas duas possibilidades por meio dos livros e dos brinquedos – afinal, brincar também é criar uma história - você garante que seu filho seja mais inteligente no futuro. Essa foi a conclusão de um estudo feito pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, feito com 64 crianças, que foram acompanhadas desde o nascimento até completarem 20 anos.

Durante esse tempo, os especialistas avaliaram os estímulos que elas recebiam em casa. E, então, quando completaram 20 anos, foi realizada uma ressonância magnética cerebral. Pelo exame, os cientistas comprovaram que aquelas crianças que, aos 4 anos, viviam em um ambiente com mais livros e brinquedos - e pais que interagiam com elas - tinham o córtex cerebral mais fino, o que está relacionado com mais inteligência, ou seja, QI mais alto na vida adulta. Essa parte do cérebro desempenha um papel fundamental em funções complexas, como a memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento.

A espessura do córtex cerebral sofre alterações ao longo da vida. As crianças mais novas têm o córtex mais grosso, mas, à medida que vão crescendo, as células que não são tão importantes são podadas, o que permite que o cérebro fique mais ágil.

O bioengenheiro Brian Avants, um dos autores da pesquisa, conta que o estudo mostrou que os estímulos no ambiente doméstico durante a primeira infância, em especial aos 4 anos, enriquece o desenvolvimento do cérebro na idade adulta. “A psicologia já havia levantado essa questão, mas agora nossa pesquisa reafirma a longevidade do efeito, que altera até mesmo a estrutura do cérebro. Dessa forma, ter livros e brinquedos ao redor das crianças, além de pais que interagem e estimulam, são pontos importantes para o desenvolvimento”, completa Avants.

“É durante os primeiros cinco anos de vida que a criança tem mais facilidade para aprender e se familiarizar com novos hábitos. Por isso, quando os pais apresentam uma nova história, eles estão criando uma nova janela de oportunidade para que a criança goste de ler, de ouvir histórias, de aprender e imaginar”, diz a neuropediatra Saada Ellovitch, do Hospital Samaritano (SP).

Para aproveitar essa capacidade, é ainda melhor oferecer diferentes tipos de livros, porque cada um estimula um novo olhar. “Os de imagens ajudam a criança a construir uma nova história, aqueles com texturas e sons desenvolvem o tato e a audição. Há também os livros de mistério, suspense, contos de fadas, engraçados, de receitas, artesanato. Tudo conta e oferece um tipo diferente de estímulo”, diz Maria José Nóbrega, assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Abaixo, você confere 10 dicas de como estimular a leitura aí na sua casa:

- Leia para o seu filho desde bebê, e junto com ele depois!
- Escolha os livros preferidos dele (e os que você mais gosta) ou selecione por temas. Pode ser uma seleção com contos de fadas, de dar medo, com animais...

- Permita que a criança manuseie livros. Se forem pequenos, eles vão amar os livros-brinquedos.

- Monte uma estante de livros no quarto do seu filho. É importante que eles estejam sempre ao alcance das crianças, isso vai aproximá-los.

- Converse sobre os livros, mas não explique a história. É preciso que a criança tire suas conclusões, crie, imagine.


- Invente suas próprias histórias. E permita que seu filho faça o mesmo. Uma dica: você pode começar uma e a criança continua

- A história que vocês inventaram também pode se transformar em um roteiro para teatro. Basta montar um palco improvisado, roupas diferentes e está pronto!

- Leve seu filho para passear em livrarias e permita que escolha os próprios livros

- Em um fim de semana qualquer, chame seu filho para arrumar o acervo de livros em casa. E aproveite a arrumação para descobrir aqueles que não eram lidos há tempos


- Dê o exemplo, leia e mostre a eles o quanto isso é bacana!


Fonte: Revista Crescer

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um guia completo para as férias

 
 
As férias escolares estão chegando. Para as crianças, é um dos períodos de descanso do ano. Agora é esquecer um pouco a escola e só pegar em cadernos daqui a dois meses. Esse tempo todo, porém, preocupa um pouco os pais. O que fazer com os pimpolhos em todo o tempo livre? A preocupação é justificada, mas a boa notícia é que existem, sim, diversas formas interessantes de entreter a garotada e, de bônus, ainda reforçar os laços familiares. Só é preciso um pouco de dedicação, isto é, nada de largar a tarefa para o playground do prédio e os fiéis companheiros eletrônicos - videogame, TV e computador.

O segredo é não encher a criança de compromissos e, ao mesmo tempo, também não a deixar totalmente desorientada. O ideal, portanto, seria programar viagens, passeios culturais, visitas aos amiguinhos e afins, mas sem lotar os dias de seu filho a ponto de nunca deixá-lo sozinho e livre para escolher o que quer fazer. O equilíbrio também é bem-vindo na seleção de atividades. Dias de chuva pedem brincadeiras indoor? Pois nos dias de sol não deixe de ir andar de bicicleta no parque. Vão viajar em família? Invente jogos coletivos, que podem ser muito divertidos mas, na volta, deixe a criança um pouco isolada, para que tire proveito também da introspecção e de sua própria imaginação.

Veja algumas sugestões para as férias das crianças:

·        Diversão em família -  as férias são uma boa oportunidade de a criança conviver com os parentes e ter novas experiências e aprendizados;

·        Vizinhos - nada de TV, as crianças podem aprender muito mais nas férias ao explorar a vizinhança;

·        Pais e filhos - atividades e brincadeiras para aproximar você de seus filhos são muito bem-vindas. Ensine brincadeiras da sua época de crianças;
 
 

·        Livros: leitura e contação de histórias animam qualquer tarde chuvosa. Teatrinhos e fantoches também são ótimos;

·        Ensine brinquedos que vocês podem fazer: pipa, pé de lata, bola de meia, telefone com latinhas e barbante...

·         Viagens: diversão e aprendizagem em família. Priorize roteiros com atividades para crianças.
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·        Passeios: zoológico, parques, praças, museus infantis, teatro, cinema, pontos turísticos da sua cidade e planetário.

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Três atitudes que fazem diferença no desenvolvimento do seu filho


 
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Ouvir, dar um beijo, pegar no colo, afagar os cabelos. Ninguém economiza carinhos para o filho. Além de ser uma delícia, esses pequenos gestos dão suporte emocional para a criança, o que é essencial para ele adquirir autoconfiança, autoestima e ser resiliente, com capacidade para enfrentar as adversidades. Veja outros cuidados importantes:


Estimule brincadeira livres. Significa explorar com curiosidade, manusear objetos, imitar os adultos. E não é só em casa que isso deve acontecer. Estar em contato com outras pessoas e em ambientes diferentes amplia as oportunidades de aprendizado. “Os estímulos ajudam na formação e na manutenção das sinapses nervosas. As crianças têm de duas a três vezes mais sinapses do que os adultos, porque a perda delas ao longo da vida é um processo natural. Mas, se são estimuladas, essa perda é menor”, afirma Mauro Muszkat, neuropediatra, coordenador do núcleo de atendimento neuropsicológico infantil interdisciplinar da UNIFESP.

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Não deixe a TV ligada o tempo todo. Sim, ela pode ser sua aliada em alguns momentos. Tudo bem deixar seu filho vendo televisão com boa programação de vez em quando para você conseguir ter um tempo para organizar algumas coisas em casa enquanto ele está entretido, ou até mesmo para vocês assistirem, juntos, a um desenho que ele gosta. A programação evoluiu bastante e oferece conteúdo de qualidade para o público infantil, mas como a TV é uma atividade passiva, que não favorece a interação, é importante intercalar o desenho com uma outra proposta, como brincar com algum jogo, desenhar, dançar, etc.


Que tal apresentar para o seu filho as músicas daquela banda que você adora, ou, então, conhecer, com ele, as canções que fazem sucesso com as crianças? Não bastasse esse ser um momento de diversão e descontração, que aproxima ainda mais vocês dois, ainda leva a um ganho neurológico, acredite. Crianças que têm contato com música têm mais áreas ativadas no cérebro, o que sugere um maior desenvolvimento neurológico. Já ouvir histórias ajuda a criança a ter um processamento cerebral mais amplo, treinando a atenção, a audição e a imaginação. Por isso, durante a contação, não economize nas variações dos tons de voz, nos gestos nem na variedade de livros que você vai ler.
 

Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

As nove musas


 
As fontes de inspiração para as atividades educacionais, desenvolvidas pelo CLQ com a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I ao longo deste ano, foram as nove musas. Elas são as madrinhas da astronomia, história, música, dança, poesia, filosofia e teatro (comédia e tragédia).

Além delas, a Mnemosine, Deusa da Memória, também os acompanhou na jornada de 2012 e possibilitou o resgate de muitas histórias – dos alunos, de suas famílias, dos professores e de personagens importantes na história da humanidade.

Segundo a diretora do Fundamental I, Taís Oetterer de Andrade, a memória é a garantia de nossa própria identidade. “Ela nos liga ao passado, a lugares e a pessoas, torna-se guardiã da nossa personalidade. Sem as nossas lembranças, não saberíamos quem somos, nem o que nos diferencia dos demais.”



terça-feira, 27 de novembro de 2012

A felicidade da criança na escola

Diretora e professora do CLQ falam na Revista Petit Polá sobre a contribuição da escola na felicidade da criança:

 
 
 
Para ler a matéria e a revista na íntegra, clique aqui

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Crianças aprendem e pensam como cientistas


 
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Crianças em idade pré-escolar são capazes de tirar conclusões com base em análises estatísticas. Elas também aprendem por experimentos individuais e observação dos colegas. Essas são as características que levaram a pesquisadora Alison Gopnik, do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, a concluir que os pequenos têm uma maneira de pensar e aprender muito similar à dos cientistas.

A constatação, que enfatiza a importância das experiências vividas pelas crianças de até 6 anos, pode ter implicações na maneira como se estrutura o ensino infantil. Para se chegar a esse resultado, publicado na última edição da revista Science, Alison fez uma revisão de dezenas de pesquisas anteriores que avaliaram os mecanismos de pensamento das crianças pequenas.

Ela defende que as crianças, mais do que os adultos, são capazes de propor teorias incomuns para resolver problemas. "Esse tipo de pensamento hipotético reflete sobre o que poderia acontecer, e não sobre o que realmente aconteceu. E esse é um tipo de pensamento muito poderoso que usamos na ciência", diz Alison. Ela completa que a própria brincadeira de faz de conta, aquela atividade espontânea em que as crianças costumam se engajar, é "uma reflexão sobre esse raciocínio e compreensão profundos".

Mas como é possível saber que crianças pequenas ou até bebês, que ainda nem têm a fala desenvolvida, tenham a capacidade de fazer análises estatísticas? A resposta vem de experimentos recentes que têm testado a capacidade reflexiva de crianças cada vez mais novas.

Em um deles, por exemplo, bebês de 8 meses mostram-se surpresos quando o pesquisador retira de uma caixa cheia de bolas brancas, contendo apenas algumas bolas vermelhas, uma amostra com a maioria de vermelhas e poucas brancas. Alison observa em seu artigo que é como se os bebês dissessem: "Aha! A probabilidade de isso ter ocorrido por acaso é menor que 0,05".

Uma das pesquisadoras que atualmente se dedica a essa abordagem é a psicóloga Fei Xu, do Laboratório de Cognição e Linguagem Infantis da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Em situações da vida real, estamos sempre em situações de incerteza. Então temos de pensar qual é a probabilidade de algo acontecer", explica a cientista. "Queremos saber se os bebês têm essa habilidade de raciocínio mesmo antes do aprendizado da linguagem."

Outras experiências citadas por Alison foram bem sucedidas em demonstrar que crianças também aprendem com suas experimentações individuais, que surgem em meio às brincadeiras, e ainda observando seus colegas. Os mesmos procedimentos utilizados pelos cientistas.

Nova visão

No passado, o entendimento sobre o raciocínio das crianças pequenas era de que elas eram seres ilógicos e só concebiam o aqui e o agora. Hoje, as escolas levam em conta sua capacidade de experimentação. Segundo a psicopedagoga Quézia Bombonato, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, existe a construção do conhecimento e não a simples transmissão de informação. "É o ato de fazer que, do ponto de vista neurológico, o conhecimento saia do sistema límbico, de memória a curto prazo, e vá para o córtex, que corresponde à aprendizagem efetiva."

Para os educadores do CLQ o conhecimento da criança é sempre valorizado. O Colégio sempre inicia o conteúdo resgatando o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema.

Deve-se considerar que crianças em idade pré-escolar são cientistas naturais. A própria ciência pode ajudar a transformar a curiosidade da criança em melhor ensino e aprendizado.
 

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Como a biblioteca ajuda na formação de leitores


A leitura para as crianças é importante para formar adultos leitores, com mais facilidade para escrever e se comunicar. Quase todos os brasileiros concordam com isso, mas apenas 37% costuma ler para as crianças, segundo pesquisa realizada pela Fundação Itaú em parceria com o Datafolha. Uma visita à biblioteca pode ajudar a mudar essa realidade.

Na biblioteca, há mais variedade de obras, além de espaços especiais para realizar a leitura. Para as crianças, ter o hábito de frequentar uma biblioteca, além de trazer grande aprendizado, pode ser uma grande diversão.

No entanto, essa também não é uma realidade no Brasil. Na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, 67% dos entrevistados declararam a existência de uma biblioteca pública no bairro ou na cidade em que moram e, entre esses, 71% a classificaram como de "fácil acesso", porém apenas 24% afirmaram frequentá-las e somente 12% costumam ler em bibliotecas. Uma possível explicação para essa "impopularidade" das bibliotecas está na representação desses espaços no imaginário da população. A maioria as associa a lugares para estudar (71%) ou pesquisar (61%). Poucos veem as bibliotecas como espaços de lazer (12%) ou para passar o tempo (10%). Outro dado que chama a atenção é que 33% afirmaram que "nada" os faria frequentar uma biblioteca.


Biblioteca do CLQ
As crianças estão sempre em busca de conhecimento. Por isso, a biblioteca é o lugar ideal para os pequenos. Algumas bibliotecas têm atividades especiais para as crianças. Fazer rodas de leitura, trazer autores de livros, inventar histórias ou até mesmo deixar a criança se movimentar livre para a biblioteca são bons exemplos de atividades.
O CLQ possui uma área especial em sua biblioteca para os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Faz parte da rotina semanal a ida das crianças a esse espaço para atividades de incentivo a leitura.

A Biblioteca de Piracicaba “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto” tem uma área específica para a literatura infantil  e uma série de atividades como visitas monitoradas e a Hora do Conto, que podem ser consultadas no site da instituição.
 
Área infantil da biblioteca municipal
 
 

Fonte: Site Educar para Crescer e Biblioteca de Piracicaba

 

 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Canhotos: o domínio da mão esquerda


 
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Até os anos 60, os canhotos eram castigados ou convencidos, de alguma forma, a trocarem de mão. Escrever com a "mão errada" era, desde sinal de desrespeito grave, até prova de dificuldade de aprendizado. Mas a medicina moderna e as novas teorias pedagógicas, de mãos dadas, derrubaram essas ideias falsas. Reconhece-se que a mão esquerda de um canhoto não é nada canhestra. E como as pessoas passaram a ter o direito de preferir o lado esquerdo, nos últimos anos, o número conhecido de canhotos aumentou consideravelmente. Hoje, sabemos que cerca de 10% das pessoas são canhotas.

Mas, afinal, o que é ser canhoto? Canhoto é aquele que desenha, pinta ou escreve com a mão esquerda. Quem prefere a direita é chamado de destro, e quem usa as duas mãos é chamado de ambidestro. Ser canhoto ou destro é determinado, em grande parte, pela genética. Se os pais são canhotos, o filho tem de 45% a 50% de chances de ser canhoto também.

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A preferência de alguém por um dos lados do corpo já é percebida desde cedo, mas essa escolha só estará definida por volta dos 6 anos. A escolha de uma mão deve ser um processo natural, diz a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto. "A criança não deve ser forçada, afinal, ela já nasce destra, canhota ou ambidestra. Essa característica é hereditária (passada de pai para filho) e deve ser respeitada", completa.

"Ser canhoto ou destro depende de qual lado do cérebro é o dominante. Destros têm o lado esquerdo dominante, enquanto nos canhotos é o lado direito", afirma a psicopedagoga. No cérebro, o lado esquerdo é responsável pela lógica, racionalidade, números e matemática. Já o lado direito é responsável pelas emoções, artes e imaginação. "A probabilidade de um canhoto que tem o lado direito do cérebro dominante ser mais voltado para o esporte ou para as artes é maior. Isso, porém, também depende da habilidade de cada um", ressalta.

Os pais devem deixar a criança livre para jogar, comer e escrever com sua mão preferida. "O que se deve fazer é oferecer uma série de estímulos para que o desenvolvimento motor e a consciência corporal se estruturem, bem como os aspectos relativos à lateralidade, usando jogos, brincadeiras", diz Suely Robusti, psicóloga com especialização em psicomotricidade.

Fonte: Site Educar para Crescer

 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Escrever é melhor que digitar


 
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Estudo feito por cientistas noruegueses mostram a diferença de aprendizado entre crianças que escrevem à mão e aquelas que digitam. A pesquisa, feita na Universidade de Stavang, mostrou que o primeiro é melhor porque envolve muito mais sentidos que o digitar, o que facilita o aprendizado.

O estudo foi feito com dois grupos de alunos. O primeiro escreveu o alfabeto à mão, enquanto o segundo digitou. Ao final do trabalho, os pesquisadores perguntaram se eles lembravam o que haviam escrito e o primeiro grupo se saiu melhor.

A explicação dos cientistas é simples. Segundo eles, partes diferentes do cérebro são ativadas quando lemos as letras digitadas e quando reconhecemos as letras escritas a mão. Ao escrever, os movimentos envolvidos deixam uma memória na parte sensorial e motora do cérebro, que ajuda a reconhecer as letras e cria uma conexão entre leitura e escrita.

O papel dos pais e da escola é incentivar todas as áreas do cérebro da criança, principalmente durante a alfabetização. Ela precisa aprender a segurar o lápis, a desenhar a letra que não está pronta, a ter o domínio do traço. Antes de escrever, ela vai passar o dedinho nas letras em texturas diferentes para perceber sinestesicamente a diferença entre elas. Tudo isso é muito diferente do simples apertar o botão no teclado, que já está pronto.

 

Com informações e foto da Revista Crescer

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Apresentação do Grupo Música em Família finaliza projeto pedagógico


 
Na última sexta-feira, os alunos do CLQ e seus familiares acompanharam o show do Grupo Música em Família. A apresentação faz parta do projeto “Um para o outro”, que propôs uma parceria constante com a família, em atividades interativas, ao longo do ano. Segundo a diretora do Fundamental I, Taís Oetterer de Andrade, o objetivo foi aproximar ainda mais pais e filhos, enfatizando que a aprendizagem e o conhecimento não se realizam apenas pelo modo cognitivo, mas também pelo sensorial e afetivo. “Dessa forma, desenvolvemos, junto com os alunos, o cuidado, o respeito, o carinho e a compaixão que devemos ter com os outros.”
Durante o projeto foram abordados temas como: a riqueza das parcerias e dos grupos; reflexões sobre a coragem e o medo; as diferenças das estações do ano e seus significados subjetivos, e o quanto as coisas boas da vida não custam nada, como a onda do mar, a fruta do pé, um abraço, o por do sol.
Os pais aprovaram o trabalho e ficaram muito satisfeitos e empolgados com o show, que foi emocionante. Veja alguns depoimentos:

“Como mãe, não poderia deixar passar a oportunidade de dar parabéns a todas vocês pelo trabalho maravilhoso, desenvolvido no decorrer deste ano dentro do projeto “Um para o Outro”, materializado de forma apoteótica na última sexta-feira. As atividades do projeto proporcionaram momentos deliciosos em casa,  mas no show nós cantamos e dançamos os três juntos, numa verdadeira festa em família. Foi interessante como tivemos momentos tão nossos no meio de tanta gente. Foi bom demais! Ficamos muito felizes em ver o empenho da escola em trabalhar com atividades que desenvolvam sensibilidade, interesse pelo outro, empatia, afetividade, enfim, coisas que ajudam a crescer como ser humano. Certamente ficamos satisfeitos que nosso filho tenha também esse tipo de vivência dentro da escola.”

Marcela e Daniel, pais do aluno Lucas – Infantil I

“Passamos o ano envolvidos com o projeto Música em Família. As descobertas das crianças sobre coisas da família que ainda não sabiam encantavam as meninas! Além de sempre despertar sentimentos bons quando elas tinham alguma tarefa que demandava uma pesquisa familiar ouvindo as músicas sugeridas pela escola. Eu gosto do envolvimento familiar com a escola. Às vezes é trabalhoso, mas, o saldo é muito positivo para os pais, escola e filhos. Fortalece a confiança entre as partes e faz com que tudo se torne melhor.O show fechou o ano com chave de ouro e o mais lindo de tudo foi a alegria das crianças soltando a voz em coro! E as brincadeiras feitas com as famílias, que envolveram todo mundo. Fiquei emocionada o tempo todo.”

Vanessa Fellet Cunha - mãe das alunas Helena (Maternal I), Letícia (Intantil II) e Maria Luiza

 “Parabenizamos o colégio CLQ pela comemoração do Dia da Família com o show do grupo ‘Música em Família’ e pela implantação do projeto “Um para o outro”, iniciado com um aparentemente simples CD musical, que transformou nossa filosofia de vida”.

Marcela - mãe da aluna Marina (Infantil II)
 
 
 
 
 

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dicas para tirar a chupeta e a mamadeira



Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o segundo ano de vida é a hora ideal para a retirada da mamadeira e da chupeta, mas é normal que algumas crianças consigam se livrar deste hábito rapidamente, enquanto outras demoram mais.
Para que o processo seja concluído mais facilmente, a mãe pode seguir algumas regrinhas que facilitam o processo. Durante o segundo ano de vida, a criança habitualmente toma três mamadeiras ao dia: de manhã, no meio da tarde e ao deitar-se. É indicado retirar uma mamada de cada vez, iniciando pela da tarde. Essa mamada pode ser trocada por um lanche, normalmente um iogurte ou uma vitamina com leite batido com frutas que deve ser servido em copo, caneca ou com canudinho. A segunda mamada a ser suspensa deve ser a da manhã, trocando-a por leite com cereais, servido de colher, ou vitamina com frutas, sempre em copo, caneca ou canudinho.
A última a ser retirada é a mamada noturna, que deve seguir o mesmo processo. Esta é realmente a mais difícil de ser retirada, mas se a mãe tiver firmeza e atenção com a criança, certamente ela conseguirá.

 
Chupeta
A chupeta deve ser retirada algum tempo após o abandono da mamadeira. A melhor forma é conversar com a criança, avisando que a partir de tal data ela não usará mais chupeta.
É importante que uma vez retirada, tanto a mamadeira quanto a chupeta, a mãe não recue e volte a oferecer à criança.

O uso prolongado desses dois objetos pode levar a alterações na arcada dentária da criança, além de atrapalhar o desenvolvimento normal da fala. A mamadeira é também a grande vilã na formação de cáries dentárias, havendo inclusive um tipo de cárie chamada ‘cárie de mamadeira’, que consiste em grande número de cáries em praticamente toda a boca, principalmente na coroa dos dentes.

Fonte: Site Vila Mulher – Terra.com.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Diversão e educação: Aquário Municipal de Piracicaba


Foto: Justino Lucente
 
Desde o dia 18 de setembro, Piracicaba conta com mais uma atração para a criançada, o Aquário Municipal. Localizado no Parque do Mirante, mostra os peixes que habitam ou já habitaram os rios Piracicaba, Tietê, Corumbataí e a bacia Amazônica, além de outras espécies como as carpas.

O aquário tem mais de 80 espécies de peixes, reunindo cerca de 3 mil exemplares. O espaço conta com três aquários, cada um com capacidade de 2.400 litros e medindo 3 metros de comprimento por 1,80 de altura. Eles estão divididos em: Pequenos do Nosso Rio Piracicaba; Pequenos da Amazônia e Exóticos do Mundo Todo.

A variedade das espécies e ecossistemas também se destaca em três lagos ornamentais. No Gigantes do Brasil e Gigantes do Nosso Rio estão peixes brasileiros como tucunaré, pacu, pirarucu, pintado, dourado e pirambóia. Já no Lago das Carpas estão mais de 50 delas, dando um colorido especial ao belo cenário. Um dos lagos foi projetado para permitir ao visitante tocar os peixes.
 

Serviço

O Aquário fica na avenida Dr. Maurice Allain, s/nº, no Parque do Mirante. Permanece aberto para visitação de terça a domingo, das 9 às 19h.

Telefone: 3421-1566

Com informações da Prefeitura de Piracicaba

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Calçados adequados para a escola


As crianças menores correm, pulam e não param um minuto nos momentos de brincadeira na escola, assim como no recreio e nas aulas de Educação Física.
Para que os pequenos se sintam confortáveis e não corram riscos de lesões ou quedas, seguem algumas dicas dos melhores calçados para usar na escola:

ü  Os tênis são os sapatos mais indicados, pois dão firmeza e permitem todo tipo de movimento;

ü  No verão as sandálias podem ser uma boa opção, mas devem ser fechadas e fixas no pé da criança. Chinelos e tamancos não são indicados;
 
Segundo os especialistas, a evolução natural dos ossos dos pés se dá entre os 2 anos e meio e 7 anos de idade. Os ossos do esqueleto estão em crescimento e desenvolvimento e para evitar problemas com possíveis deformações, existem algumas recomendações médicas em relação aos melhores calçados para crianças.
São aqueles com contraforte resistente, ou seja, a parte do calcanhar mais reforçada, acolchoada, e aqueles que tenham palmilhado interno adequado. Tênis ou sandálias totalmente planos devem ser evitados.

Os saltos, saltinhos e plataformas não podem ser usados por crianças, especialmente antes dos 7 anos, período de formação do arco plantar e outras partes da anatomia do pé. Acima dessa idade também não é recomendado, pois além de interferir na formação do corpo da criança, aumenta os ricos de quedas e torções.
 
Imagem ilustrativa

 
O CLQ orienta os pais da seguinte forma:
Para a prática de Educação Física, além do uniforme regular, é obrigatório o uso de tênis e meia. É proibido o uso de chuteiras.

Os calçados, além de confortáveis, devem favorecer a livre movimentação da criança, porém, sem comprometer sua segurança. Por isso, tênis com rodinhas ou de plástico, chinelos, tamancos, crocs e calçados de salto alto não são permitidos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mudança na classificação etária dos brinquedos


 
Imagem ilustrativa
 
A proximidade do Dia das Crianças e do Natal aumenta a procura por brinquedos para as mais variadas idades. Muitos adultos têm dificuldade em descobrir o que é o mais indicado para cada faixa etária.

Esse problema tende a diminuir a partir do ano que vem, já que a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em parceria com a comissão de brinquedos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), desenvolveu um documento para  regulamentar a classificação por faixa etária de todos os brinquedos comercializados no país. O objetivo é padronizar essa indicação, que hoje é feita de acordo com cada fabricante. Ela se dividirá em 16 faixas de idade: de 0 a 3 meses, de 3 a 6 meses, de 6 a 9 meses, de 9 a 12 meses, e, depois, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12 anos

O estudo, oficialmente apresentado na
ABNT no dia 28 de setembro, ficará disponível no site da instituição por 60 dias para consulta pública, ou seja, qualquer cidadão poderá acessá-lo e deixar seus comentários. Após esse período, a ideia é que ele seja aprovado pelo Inmetro e torne-se uma regulamentação oficial, alterando a portaria já existente.


Para Maria Ângela Barbato Carneiro, pedagoga e coordenadora da Brinquedoteca da Faculdade de Educação da PUC-SP, a iniciativa é muito interessante e ajuda não só o mercado, mas principalmente a criança e sua família. “Muitas empresas, na ânsia de vender o produto, colocam uma faixa etária muito abrangente, mas o brinquedo pode ser totalmente inadequado para os menores. Essa nova classificação é uma forma de orientar os consumidores e evitar que as crianças tenham acesso a brinquedos que não contribuam com o desenvolvimento delas”, opina.


A estimativa da associação é que os brinquedos fabricados a partir de abril de 2013 já sigam a nova norma - inclusive os importados que, caso não estejam de acordo com a regra, serão devolvidos.


O documento foi desenvolvido com a contribuição de 20 especialistas, entre educadores, psicólogos, engenheiros e médicos, e foram necessários dois anos de estudos, em que os profissionais avaliaram, além da questão da segurança, como o brinquedo pode ajudar no desenvolvimento físico, emocional e intelectual da criança.

 

Com informações da Revista Crescer