sexta-feira, 30 de março de 2012

A Páscoa e seus símbolos

No CLQ, a celebração da Páscoa faz um “passeio” pela história e pelos significados, costumes e crenças, que os povos da antiguidade davam a essa festa.

Muito antes de ser considerada uma comemoração cristã, os antigos pagãos europeus anunciavam o final do inverno e a chegada do equinócio da Primavera com uma homenagem ao renascimento e a fertilidade da Mãe Terra, já que a natureza renascia florida e verdejante com a mudança de estação.

Embora existam diferentes versões, a Páscoa simbolizada através do ovo é uma reverência à vida, por todos os povos, em todos os tempos.

Na antiguidade, os egípcios e persas costumavam tingí-los com cores da primavera para presenteá-los aos amigos. Em alguns países da Europa, era comum escrever mensagens nos ovos e na Alemanha, ovos de galinha tingidos eram escondidos em ninhos, construídos pelas crianças para que fossem encontrados.

A Páscoa, como hoje é comemorada, traz em sua essência, como herança dos nossos antepassados, o símbolo do ovo, lembrando o renascimento e a homenagem à vida.

O coelho, símbolo de fertilidade pelo grande número de filhotes que costuma ter, também está associado à vida, para a maioria dos povos antigos.

No entanto, como nossos alunos já nasceram em uma época em que esta comemoração está associada à comercialização e ao consumo excessivo de chocolates, resgatamos com eles o verdadeiro sentido da vida humana, através de histórias, músicas e brincadeiras.

É a oportunidade encontrada para contar que o ovo de chocolate guarda dentro dele muitas outras histórias ricas de simbolismos e sentidos.

Autoria: Maria Estela Monteiro, professora do CLQ 


terça-feira, 27 de março de 2012

O desenvolvimento da linguagem oral

Atualmente está muito difundida a ideia de que a oralidade é um aspecto importante no desenvolvimento das crianças. Assim, observa-se a relevância de atividades e propostas que promovem a linguagem oral em escolas de Educação Infantil.

Como sabemos, os alunos estão inseridos à corrente linguística desde o nascimento, ou seja, muito antes de começarem a falar autonomamente. Ao referir-se ao seu bebê, ao conversar com ele, as mães estabelecem um espaço comunicativo, fundando uma instância que possibilita a constituição do sujeito.

A aquisição do discurso oral é um processo dialético. Essa construção não acontece de forma linear, mas sim por meio de trocas e de interação social, a partir das quais as crianças vão colecionando informações acerca do código comunicativo. Os falantes mais experientes desempenham papel fundamental nesse processo: a criança, desde bem pequena, aproveita situações de comunicação para aprender sobre a fala; ela seleciona sons, locuções, ritmos, entonação e outros recursos linguistícos para testar sua compreensão sobre a língua.

O processo de apropriação da linguagem por parte da criança é individual, cada uma trilha o seu próprio caminho até alcançar o domínio sobre a língua, e esse caminho nunca acaba, pois existem sempre múltiplas possibilidades de comunicação e atribuição de significados.

A escola, por sua vez, tem a tarefa de propor atividades, nas quais crianças e adultos estejam envolvidos em situações comunicativas repletas de sentido, em que a escuta, o olhar e a resposta coerente tenham papel fundamental. O objetivo é o uso significativo da fala. Acreditamos que se à criança são oferecidas oportunidades de entender o que é falar, mais eficaz se tornará sua inserção no mundo social e sua compreensão sobre si mesma.

Se o grupo de alunos é ativo, se as experiências pelas quais eles passam são plenas de sentido, certamente não faltará assunto para conversas entre professor e a sala, bem como entre as próprias crianças, o que ajuda a consolidar as experiências de construção da identidade nas quais as crianças dessa faixa etária estão envolvidas, como a socialização e progressiva apropriação do universo cultural.

Na sala do Maternal I, a atividade “Relatos do final de semana” tem rendido muitas conversas, que por sua vez, têm proporcionado situações significativas do uso da linguagem oral.

Acompanhem mais notícias no Portal da família!

Autoria: Simone Montrazi e Luciana Borsato, professoras do CLQ 


sexta-feira, 23 de março de 2012

A Escola e os Medicamentos

É muito comum alguém indicar um “remedinho infalível” que é “tiro e queda” para curar qualquer que seja o problema de saúde, desde uma simples dor de cabeça,  gripe ou doença mais grave.  Porém, recomendar medicamento sem indicação médica, além de arriscado, pode ser ilegal. 

Os cuidados com a administração de remédios na escola devem ser ainda maiores, especialmente nas instituições de Educação Infantil, uma vez que as crianças menores são mais sensíveis aos medicamentos.

De acordo com a Lei nº 5.991, de 1973, a dispensação de medicamentos é privativa de farmácias, drogarias, postos de medicamentos e unidades volantes e dispensários de medicamentos.

Dessa forma, a Escola não pode ter medicamentos em estoque, a não ser os trazidos pelos pais, destinados a alunos que comprovem a necessidade da medicação por meio da receita médica.

Caso o aluno se sinta mal, os pais ou responsáveis são chamados imediatamente para tratar a criança em casa ou onde acharem conveniente. Em situações mais graves e emergenciais, a criança deve ser encaminhada diretamente a um hospital. Isto porque a prescrição de medicamentos é exclusivamente um ato médico.

Não se pode arriscar! Uma substância errada pode causar reações adversas e até risco de morte. 
Caso seu filho apresente febre, dor ou qualquer outro sintoma, a melhor sugestão é procurar um médico e evitar enviá-lo à escola nestas condições.

As recomendações do CLQ

Por exigência legal, o Colégio não está autorizado a medicar os alunos, motivo pelo qual não mantém qualquer estoque de remédios na escola.

A recomendação é que a criança receba em casa ou em um consultório médico todos os cuidados e atenção que necessita quando está doente. Porém, se, em algum caso, for necessário levá-la à escola enquanto ainda está sendo medicada, os pais devem encaminhar os medicamentos e orientações para a professora da sala ou para o SOEP (Setor de Orientação Educacional e Pedagógica), juntamente com a receita médica.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária

terça-feira, 20 de março de 2012

Incentivo dentro de casa

Já falamos aqui no blog da importância de incentivar as crianças a lerem desde cedo e de algumas ações que podem ser feitas dentro da escola para que isso aconteça de forma totalmente prazerosa.

Mas, como as crianças passam boa parte do tempo em casa – nas férias, finais de semana e horários que não estão na escola –, separamos algumas dicas para os pais, que também têm papel fundamental na formação de bons leitores. Confira:

Leia sempre para seus filhos

Leia em casa para seus filhos, sejam eles pequenos ou já alfabetizados. “Crianças grandes” também gostam de ouvir histórias!

Dê o exemplo


A família tem papel fundamental na formação de leitores. Quando a leitura é um valor para a família, quando as crianças veem seus pais, avós, tios e outros parentes lendo, veem livros pela casa, são levadas a livrarias e outros espaços culturais, é bem provável que se interessem por aquilo que é tão importante para as pessoas com quem convivem. 

Respeite os gostos literários da criança

É bom os pais se inteirarem das leituras dos filhos mas, mesmo que julguem um livro de baixa qualidade literária, eles jamais devem vetá-lo (a não ser a obra que seja inadequada à faixa etária e possa causar algum prejuízo à criança). O gosto por um livro, autor ou gênero deve ser respeitado e encarado como um instrumento de aproximação com a literatura. Uma criança que se identifica com um gênero literário, seja ele qual for, já tem portas abertas para a leitura. A diversificação de autores e estilos tende a acontecer com o tempo, junto com sua evolução pessoal.

Tenha sempre um livro à mão


Do mesmo jeito que você leva um casaco para seu filho por precaução, leve também um livro, onde quer que você vá. Deixe o livro pertencer à sua rotina familiar e mostre a seu filho a facilidade com que o tempo ocioso pode ser transformado em um prazeroso momento de leitura.


Fonte: Revista Crescer

sexta-feira, 16 de março de 2012

O incentivo à leitura deve começar cedo

Ler com frequência é certamente uma das atividades mais interessantes e benéficas para os seres humanos, pois ler amplia o conhecimento de mundo. Porém, para que a leitura se torne um hábito, é preciso permitir que ela se faça presente em nossas vidas. 

As crianças devem ser incentivadas a ler desde os anos iniciais, tanto em casa pelos pais, como na escola pelos educadores. E existem várias formas de se fazer isso! Ser um bom contador de histórias é uma delas, pois as crianças se encantam com a entonação de voz, os gestos, as caras e bocas, os risos ou choros, enfim, com tudo aquilo que traz emoção para a narrativa. E isso faz com que aguardem ansiosamente pela próxima leitura.

Os livros interativos – aqueles feitos de pano, em formatos diferentes, que possuem algum tipo de som etc. – também são, para os pequenos, um convite para a leitura.

Na escola, o professor pode ainda promover a capacidade reflexiva e crítica da criança, ao abrir um espaço para discussões após contar uma história, dando oportunidade para os alunos se expressarem, elogiando ou não o livro ou até mesmo mudando o final.

Outra forma considerável de se incentivar a leitura é levar os alunos a fazerem uma visita à biblioteca da escola, tendo estes o direito de livre escolha dos livros.

Brincar com teatro, buscando a representação dos textos lidos também é excelente, pois dá chance ao aluno de vivenciar o que foi lido, percebendo que cada história tem um enredo, que pode ser criado e recriado.

No CLQ, além destas ações, os alunos possuem livros dentro da própria sala de aula, o que facilita muito o contato e o interesse por eles.

Semanalmente as crianças são levadas à biblioteca onde podem escolher um livro e levá-lo para a casa. Na semana seguinte, eles têm o compromisso de trazê-lo novamente para a escola e escolher o próximo. Dessa forma, com o passar do tempo, vão criando opinião sobre as diferentes histórias e indicam aquelas que mais gostaram aos amiguinhos. Ficam com um repertório maior a cada dia e são estimuladas a procurar novos textos.

Isso tudo nos faz perceber que, quanto mais cedo a leitura for incentivada, mais prazeroso e saudável será o hábito de ler, o que provavelmente renderá bons frutos nas séries seguintes e, também, na vida. 


Fonte: Educador.brasilescola

terça-feira, 13 de março de 2012

Em ritmo de folia

Em fevereiro, a Educação Infantil do CLQ preparou uma série de ações pedagógicas baseadas no tema Carnaval. 

O maior destaque deste ano foi a utilização da chita para a confecção de fantasias. Os alunos usaram a criatividade mexendo e cortando os tecidos, observando suas cores e diferentes tipos de flores nas estampas.

Os alunos tiveram acesso ainda às músicas típicas do Carnaval e a algumas brincadeiras que faziam parte dessa comemoração no passado.

Todas as ações pedagógicas tiveram como objetivo apresentar às crianças o real sentido desta festa que faz parte da cultura do nosso País. Aos pequenos, sem dúvida, ficou a certeza de que ainda há muita coisa interessante para se aprender sobre o Carnaval!

Os pais e responsáveis podem conferir a cobertura completa e as fotos dessas atividades no Portal da Família. 

Ilustração
Foto CLQ

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aniversário na escola!

O aniversário é sempre um momento esperado e mágico. As comemorações  deste dia estarão para sempre na memória da criança e, provavelmente, de toda a família.

O que as crianças mais querem neste dia é muito mais simples do que nós, adultos, podemos imaginar ou queremos oferecer: receber abraços e carinho, estar com os amigos, brincar e, se possível,  reunir pessoas queridas em torno de uma mesa de qualquer tamanho e cantar parabéns com um sorriso largo no rosto.  Simples e possível!

Quando o aniversário ocorre durante a semana, os filhos passarão parte do dia na escola e é lá que esperam receber a maioria dos cumprimentos. Por isso, é comum que os pais entrem em contato com a instituição perguntando se é possível fazer uma festinha para a criança.

O CLQ acredita que essa comemoração é realmente importante e por isso permite que ela aconteça, desde que combinada com antecedência para que os responsáveis pelos demais alunos também estejam cientes.

Os pais do aniversariante podem levar e deixar na escola um bolo e alguns salgados assados (não fritos). Para beber, a melhor opção são sempre os sucos, pois refrigerantes não são autorizados.  A comemoração é feita com as crianças da classe no horário do lanche. Porém, não são permitidas as entregas de presentes para o aniversariante e nem de lembrancinhas para os outros alunos. Além da escola não incentivar a comercialização da data, não é um local apropriado para a entrega dos mesmos. É dificil para as educadoras impedirem que os alunos abram os presentes e, mais ainda, garantir que as lembranças não sejam saquinhos de guloseimas que interferem negativamente na educação allimentar da criança ou ainda, brinquedos com peças pequenas não adequados à idade.

Todas essas medidas garantem que o aniversário do aluno seja comemorado de forma especial, porém, sem prejudicar a rotina escolar, tanto das crianças como dos educadores. E são ainda uma maneira de mostrar e cultivar em nossos alunos, com o apoio dos pais, o que há de mais importante nesta ocasião: receber carinho, amor e atenção.