sexta-feira, 27 de abril de 2012

Participação dos pais e lições de casa

O tempo passa depressa e quando os pais percebem, seus pequenos já têm um mundo só deles: a escola! Lá vão eles de mochila, felizes da vida, brincar com os amigos e descobrir muita coisa nova!
E os pais? Como podem acompanhar e ajudar os filhos nesta nova etapa?

Algumas dicas e regras são importantes. A primeira delas: conhecer esse novo mundo. Assumir uma parceria com a escola, participar das reuniões, escutar e procurar a orientação que os profissionais envolvidos podem oferecer.

Quando o filho começa a trazer lição de casa, é fundamental que os pais o auxilie proporcionando um ambiente tranquilo e estabelecendo um horário para que ele faça suas tarefas.

Crianças têm dificuldade em fazer lição vendo TV, com sono, com fome, com pressa ou no meio na bagunça. O dever é importante para a aquisição do hábito de estudo, o reforço dos conteúdos trabalhados em sala e, também, para que pais e escola possam acompanhar o desenvolvimento da criança.

Os pais devem procurar compreender o valor do conteúdo que está sendo ensinado. Acompanhar, orientar, valorizar e incentivar. Porém, nunca devem realizar as tarefas pelas crianças, no intuito de que apresentem um resultado perfeito.

É importante deixar que a criatividade seja sempre da criança, que ela mostre o que é capaz de fazer, tanto na escola, quanto em casa. Mas, se for observado algum tipo de dificuldade, vale a pena apresentá-la aos educadores.

A atenção e o carinho dos pais são fundamentais para os alunos. Por isso é preciso demonstrar interesse, orgulhar-se pelo trabalho feito, cobrar responsabilidades, mas sempre deixar um tom de prazer, de realização de algo importante.

É preciso lembrar, sempre, que esse é o começo de uma vida longa de escolaridade e a missão dos pais é tornar o caminho mais suave,  deixando que as crianças, com o tempo, aprendam a desatar os possíveis nós!
Ilustrativa

Fonte:  Site Bebê.abril

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ótimas razões para participar das reuniões da escola

O professor do seu filho conhece suas expectativas em relação ao trabalho dele? E você, sabe exatamente como é o dia-a-dia da criança na escola? Sabe como ela se relaciona com o professor e com os colegas? 

Se você frequenta as reuniões de pais e mestres e mantém um diálogo constante com os profissionais que cuidam da educação do seu filho, provavelmente deve estar com todas essas questões esclarecidas e, portanto, sentindo-se mais seguro.

Abaixo você confere oito razões para 
sempre marcar presença nesses encontros e tirar o máximo proveito deles:

Conhecer a escola a fundo

Na reunião de pais e mestres, tem-se a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre a proposta pedagógica e a metodologia de ensino da escola onde seu filho estuda. Mesmo que você já tenha refletido sobre esses aspectos no momento da escolha da instituição, é interessante se atualizar de tempos e tempos.

Acompanhar o aprendizado

Ponto alto nas reuniões, o processo de aprendizado das crianças costuma ser discutido para que os pais possam acompanhar o desenvolvimento de seus filhos, ou, no mínimo, ter referências sobre a fase da criança ("Ela já devia estar lendo?", "E escrevendo?"). É também um momento propício para tirar dúvidas que surgem no ambiente doméstico, principalmente sobre as tarefas que são solicitadas aos alunos. "Posso ajudar meu filho no dever de casa?", "Por que é importante que ele faça todas as tarefas?".

Esclarecer dúvidas de interesse em geral

“Como são desenvolvidas as atividades?”, “Como as crianças se relacionam e resolvem os conflitos?”.

Questões como essas são de interesse coletivo, portanto podem perfeitamente ser levadas para as reuniões de pais. O calendário anual, as excursões e os materiais solicitados ao longo do ano também são assunto nos encontros.

Conhecer seu filho sob outros pontos de vista

O comportamento de seu filho pode ser assunto do atendimento individual de pais e é importante ficar atento a essas observações, já que a postura da criança pode definir o seu aprendizado e, claro, sua maneira de se relacionar com os professores e colegas. É importante lembrar que nem sempre o comportamento da criança é o mesmo na escola e em casa, o que, muitas vezes, pode gerar diferentes impressões sobre ela (em casa, ela é extrovertida e falante, mas na escola tende a se fechar e a apresentar timidez; ou é irrequieta na escola, desobediente, enquanto no ambiente doméstico não apresenta tais sinais). Se os pais reconhecem essas diferenças, podem também buscar entender por que elas acontecem. Ou seja: conversando com os professores e outros especialistas, é possível perceber como o filho é visto pelas pessoas que o cercam e, assim, tentar ajudá-lo.

Firmar parceria com a escola

A relação entre pais e escola deve ser de parceria e de cumplicidade. E as reuniões de pais e mestres têm a função de mostrar que isso é possível, chamando os pais para participarem e dividirem responsabilidades, lembrando que a formação em casa complementa a da escola e vice-versa. Trabalhar em parceria - com cada um desempenhando o seu papel - é, ainda, essencial para a criança se sentir amparada e assistida.

Entender as crises da idade

Infância, pré-adolescência, adolescência... As fases do crescimento são muitas e cada uma possui suas particularidades. A escola e os pais precisam estar preparados para lidar com as questões que certamente irão surgir, enfrentando-as com naturalidade e respeito. Nas reuniões, pode ser discutido: o que é típico dessa faixa etária? Como agimos?

Conhecer para poder ajudar

Algumas escolas, percebendo a dificuldade das famílias para lidarem com certos comportamentos dos filhos, típicos da idade, aproveitam as reuniões de pais para promover palestras ou encontros esclarecedores. Com isso, a presença nesses eventos se torna ainda mais imprescindível. Quando se tem conhecimento, se consegue ajudar de forma mais eficiente.

Mais confiança para todos

Participar das reuniões de pais e mestres é muito importante para aproximar família e escola. A proximidade e a confiança entre elas, quando transmitidas aos alunos, fazem com que eles se sintam mais seguros, aprendam mais e se relacionem melhor.

Foto ilustrativa


Fonte: Educar para crescer

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dicas de especialistas para contar histórias para os filhos

Como já falamos aqui no blog, os pais têm papel fundamental na introdução e promoção do hábito de ler dos filhos desde a infância. Esta também é a opinião das escritoras Roberta Ribeiro e Ruth Souza, especialistas em livros para crianças.

De acordo com elas, ler e contar as histórias de livros infantis podem servir aos pais como uma importante forma de interação com os pequenos.

Quando os pais contam ou leem uma história antes da criança dormir, este torna-se um momento de interação, confiança, segurança e afeto entre eles. “Ela vai resgatar este sentimento de conforto e amorosidade que teve com os pais quando for estudar os livros da escola”,  diz a escritora Roberta Ribeiro.

Autoras da coleção "Faça Seu Mundo Melhor", com seis livros voltados para crianças de todas as idades, Roberta e Ruth listaram dicas para os pais contarem histórias aos filhos.

Crie um ambiente favorável
 
Os pais devem criar um ambiente agradável e acolhedor. Pode ser na sala da casa, na hora de dormir, no carro, ao levar a criança para a escola. “É mais um ambiente emocional do que físico”, diz Ruth.

Envolva a criança na leitura
 
Cada pai tem seu próprio jeito de aproximar os filhos da cultura escrita: uns preferem ler o livro exatamente como está escrito e outros optam por apoiarem-se nas imagens para contar a história. É importante envolvê-la no processo, conversar durante a leitura e verificar se está compreendendo.

Não se prenda tanto ao texto
 
Pergunte à criança que personagem ela gostaria de ser. É provável que ela e os pais “saiam” um pouco da história. Isso é normal. A interação é tão importante quanto a atenção ao texto.

Use um personagem para assuntos delicados
 
Contar uma história fictícia envolvendo um personagem pode ajudar a criança a pensar em situações em que ela esteja vivendo. Por exemplo, se a criança está brigando muito na escola ou se a mãe está grávida, pode-se criar histórias com esses temas e personagens fictícios. A criança participa e cria a história, pensando no que pode fazer para melhorar sua vivência. Isso pode ajudar a resolver uma questão interna. “Mas, quando a coisa é mais séria, os pais devem procurar um profissional”, salienta Ruth.

Deixe a criança contar a história
 
Propor ao filho contar a história do livro pode ser interessante para estimular o raciocínio, a memória e a própria imaginação. É possível que a criança não conte a história como está no livro, afinal os pequenos são muito imaginativos. Reprimir possíveis fugas ao tema não é a atitude mais adequada. Se a criança está lendo o livro, deixe que ela interaja e permita com que sua imaginação possa fluir.

Entre na brincadeira
 
Estimular a criança a contar ou ler história é muito importante, e os pais também podem entrar na brincadeira. Essas situações favorecem muito mais o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança do que horas inteiras com jogos no computador ou programas de TV.

Use suas habilidades
 
Os adultos devem usar recursos e habilidades para poder contar histórias. Se souberem, podem tocar uma música, cantar, desenhar. Não precisa ter talentos tão diferenciados, pode usar seus próprios esforços. Além de reforçar o relacionamento afetivo entre pais e filhos, momentos como estes são mágicos, pois despertam nas crianças o desejo e o interesse em compreender as riquezas de nossa cultura letrada.

Atenção à qualidade

Ao  escolher um livro, o que está em jogo não é a linguagem simples, frases curtas ou a garantia de entendimento por parte das crianças, mas a existência de um enredo interessante e inteligente e a presença de ricas ilustrações – que também compõem o texto , e que se afastam das imagens estereotipadas, além, é claro, da presença de autoria.

Possibilitar aos pequenos o acesso a materiais impressos de primeira qualidade é imprescindível para a formação do leitor. Não basta dar “livrinhos”, mas sim livros! Obras bem feitas, pensadas, cuidadas, que, em última instância, agradem a todos, pois a boa obra literária não se dirige apenas a determinadas faixas etárias.

Quanto mais cedo começar, melhor

A despeito da ideia de que crianças pequenas têm concentração reduzida e, por isso, precisam de leituras resumidas, salientamos que, por menores que sejam, elas se emocionam, se concentram, antecipam o enredo da narrativa e nomeiam fatos e personagens à medida que se apropriam do conteúdo.

Sendo assim, pensamos que os livros podem e devem acompanhar as crianças desde muito pequenas. O contato literário fará com que elas, assim como os adultos, acessem outros mundos, distantes e próximos, construam conhecimentos sobre si e sobre o entorno e façam parte da cultura escrita, que integra o mundo contemporâneo.

Foto ilustrativa


Fonte: Site G1

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amigos imaginários e outras histórias

Não é segredo para ninguém: as crianças têm uma imaginação muito fértil! Por isso, é preciso cautela para discernir se seu filho está contando alguma história de forma exagerada apenas em busca de atenção ou usando a imaginação por meio da fantasia e de amigos imaginários. 

Muitos pais já viram seus filhos dialogando, aparentemente, com o “nada”. E depois ouviram deles que estavam conversando com um amigo ou animal – no caso, imaginário.

Num primeiro momento, isso pode até ter causado preocupação. Entretanto, na infância, este é um comportamento esperado e saudável. No seu mundo de faz de conta, a criança é autoridade. Manda e desmanda, brinca do jeito e na hora que quiser. Por isso, é comum que, em algum momento, adote um amigo invisível ou concreto - que pode ser um bichinho de pelúcia, uma boneca - com o qual interage e elabora seus dilemas.

Há também crianças que criam histórias mirabolantes: gatos cor-de-rosa, super heróis que entram em seu quarto para salvá-lo de leões, jacarés que andam no meio da rua, viagens ao redor do mundo... E que, desde que dosadas, também não devem gerar preocupações. 

Aliás, pais e educadores devem estimular a fantasia dos pequenos e permitir que eles expressem sua imaginação. Esse comportamento ilustra a capacidade criativa da criança e deve ser respeitado, para que ela possa fazer de seu jogo simbólico mais uma ferramenta para a formação de uma personalidade saudável. 

Mas, então, se toda essa criatividade é positiva, com que atitudes dos filhos os pais devem realmente se preocupar?

É preciso buscar auxílio quando a criança passa a mentir de forma recorrente, descrevendo detalhes minuciosamente e com enredos verossímeis, que chegam até a convencer um adulto. Talvez ela esteja passando por momentos emocionais difíceis, promovidos pela perda de alguém querido, separação dos pais, nascimento de um irmão ou qualquer situação semelhante, que a faça imaginar que não é querida pelas pessoas mais importantes para ela. Tais ações se tornam uma forma de atrair a atenção dos familiares.

Uma regra vale sempre: nada em excesso é saudável! Porém, os fatos isolados, o amigo imaginário que surge dia ou outro, devem ser encarados de forma natural.

Brincadeira, fantasia e imaginação fazem parte da infância e de um desenvolvimento saudável. Portanto, estimule, brinque e pergunte às crianças sobre suas histórias fantásticas! Tudo isso fará delas indivíduos mais seguros, felizes e aptos a resolver seus conflitos.

O assunto de hoje foi uma sugestão da Mirela, mãe de alunos do CLQ. Lembre-se que você também pode nos mandar ideias e ajudar a fazer do blog ainda mais interessante!

Foto ilustrativa


Fonte: Guia do Bebê

sexta-feira, 13 de abril de 2012

É necessário dormir bem

Nada como uma boa noite de descanso!

E, quando se trata de crianças, isso significa não dormir tarde demais e ter pelo menos nove horas de sono.

Um trabalho feito pela Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha), com 142 crianças entre 6 e 7 anos demonstrou que um bom desempenho na escola depende disso. Os pesquisadores descobriram que aquelas que dormem até oito horas diárias ou chegam depois das 21 horas em casa apresentam dificuldade em desenvolver suas habilidades cognitivas e de comunicação.

Por isso, confira algumas dicas para que seu filho durma mais e bem:

- Evite deixar luzes fortes ou a televisão ligada no quarto das crianças.

- Crie uma rotina da hora de dormir, com banho, pijama e um momento para leitura.

- Programe o jantar para cerca de duas horas antes de seu filho ir para a cama.

- As atividades físicas devem ser feitas somente até as 17 horas.

Fonte: Márcia Pradella-Hallinan, neuropediatra e chefe do setor de crianças e adolescentes do Instituto do Sono da Unifesp


terça-feira, 10 de abril de 2012

Cuidados com o material escolar

As crianças podem e devem aprender a cuidar de seus objetos e daqueles que são dos outros desde pequenas. Inicialmente, precisarão da orientação dos adultos, que não deverão medir esforços para explicar, quantas vezes forem necessárias, que é preciso ter cuidado com tudo aquilo que é nosso e, também, do próximo. Mas, aos poucos, elas vão assumindo pequenas responsabilidades e ações mais zelosas tornam-se um costume. 

No ambiente escolar, os alunos precisam aprender a diferenciar um material seu e um de uso coletivo. Os dois merecem cuidados, mas talvez o segundo precise de atenção redobrada. 

Os livros que são levados pelo aluno para a casa, por exemplo, devem voltar para a sala de aula ou biblioteca  da mesma maneira que foram encontrados: sem rabiscos, sem amassados ou sujeiras. É essencial lembrar a criança que o mesmo material será levado por outro coleguinha no dia seguinte.

O mesmo zelo vale para os materiais de uso particular. Afinal, nenhum aluno gosta de chegar na escola sem o material que será usado naquele dia. Ou ainda, de não poder usar seu lápis para fazer a lição de casa porque o mesmo está sem ponta ou perdido. Esses pequenos detalhes fazem com que ele se atente mais e vá assumindo responsabilidades.

Nas séries iniciais, a mochila escolar é preparada pelos pais, mas os filhos vão aos poucos entendendo e lembrando o que precisam levar para a escola, qual a importância de um material e de outro e porque eles devem ser sempre bem cuidados. Esse tipo de aprendizado, se continuar sendo cultivado, certamente prevalecerá por toda a vida.