quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Leitura e contação de histórias


 
 
Não há quem resista a boas histórias. Nas páginas dos livros, dos jornais e das revistas, na tela do computador e na televisão, narradas presencialmente ou transmitidas pelo rádio. Seja onde e como aparecem, elas encantam, amedrontam, fazem rir ou chorar, assustam e são capazes de levar, ainda que em pensamento, até a lugares distantes, pessoas de qualquer idade, especialmente as crianças.

Na educação infantil, elas fazem parte da rotina de duas maneiras: leitura e contação. Além de proporcionar aos pequenos o contato com o mundo dos livros, os momentos de leitura os levam a compreender que a escrita é uma maneira de fixar o texto. Afinal, todas as vezes em que se lê um conto de fadas ou uma fábula, por exemplo, a história é a mesma, está registrada. A contação, por sua vez, explicita o valor da cultura oral. Por serem transmitidas de geração para geração, sem um suporte concreto, as narrativas sofrem diversas transformações.

Os saberes construídos e as habilidades desenvolvidas durante essas duas atividades não se encerram com esses exemplos. Tanto a contação quanto a leitura são um convite para explorar o mundo da ficção e a riqueza da linguagem literária.

Ler e contar histórias, porém, não é a mesma coisa - embora possa parecer à primeira vista - principalmente se as atenções estiverem voltadas só para o enredo. Por isso, cada uma delas pede comportamentos distintos tanto dos educadores, como dos pequenos, e ambos os grupos precisam estar cientes dessa necessidade.



Entenda melhor:
 

Ler
Contar
Característica
principal
 
 
A história é apresentada preservando as palavras escolhidas pelo autor. O leitor deve se manter fiel ao que está escrito.
 
 
A trama sempre sofre pequenas modificações, já que o contador tem a liberdade para improvisar e agregar elementos a ela. Ele nunca conta uma história da mesma forma.
Objetivo
 
 
Desenvolver o comportamento leitor das crianças. Elas conhecem o portador e seus elementos (texto e imagens), aprendem a emitir opiniões sobre a história, falando ao grupo se gostaram do que foi lido e porquê, e a conhecer o ponto de vista dos colegas.
 
 
Ampliar o repertório da cultura oral, que se perpetua na forma e sofre mudanças de conteúdo de geração em geração.

 

Fonte: Revista Nova Escola

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Levando as crianças ao teatro


Levar o filho ao teatro parece tarefa bem simples, mas sempre surgem algumas dúvidas na hora de iniciar esse caminho cultural tão importante.
Se for a primeira vez, então, há muito a decidir: qual a peça ideal para a idade da criança, o tema, como prepará-lo sobre o que vai acontecer por lá.
Ir ao teatro é uma atividade educativa, muito importante para o desenvolvimento da criança e na formação de seu repertório, pelo contato com a arte, com a brincadeira, com a fantasia.
São os diferentes tipos de linguagens com as quais a criança tem acesso que a ajudam a ter uma visão mais ampla do ambiente em que vive e de si mesma, o que contribui para seu desenvolvimento intelectual.
O contato com o teatro, principalmente nas primeiras vezes, pode assustar. É  escuro, tem o cenário, as outras pessoas, os atores caracterizados. Prepare-se! Uma reação muito comum, é o choro, mas mesmo assim, incentive a presença, sem forçar a criança.
A seguir, algumas dicas importantes para essa relação da criança com o teatro e algumas peças em cartaz na cidade, nos próximos dias.
 
QUANDO LEVAR - Não há consenso a respeito de qual é a idade ideal para levra a criança ao teatro. Combine um pouco do seu bom senso com uma pesquisa prévia sobre peças em cartaz: já existem até espetáculos para bebês. Talvez esse seja um bom começo;

COMBINE ANTES - A ideia do passeio é a de que ele seja divertido, e não estressante. Uma boa saída para que isso se concretize é conversar e combinar algumas regras antes: como se comportar na sala, como será o lugar, a interação com os atores e até a relação com as outras crianças do público;

PRIMEIRA VEZ - A primeira peça teatral da criança com a família;
MÍNIMOS DETALHES - Se você está levando seu filho ao teatro, um dos objetivos é que ele desenvolva a capacidade de análise e compreensão das situações apresentadas. Não queira explicar a peça inteira a ele. Isso atrapalha não só seu filho, como as demais crianças e pais presentes. Esclareça apenas dúvidas eventuais, e bem baixinho. Depois, converse sobre o que ele observou, achou e aprendeu.
 
22/9 – Sábado
Chapeuzinho Vermelho e o Lobo
Local: Teatro Municipal Dr. Losso Netto
Horários: 10h30 e 15h
 
Divulgação
 
23/9 – Domingo

Tempo de Brincar
Local: Sesc Piracicaba
Horário: 11h
 
Divulgação
 
26/9 – Quarta-feira
Páginas de Aventuras
Local: Teatro do Engenho.
Horários: 10h e 15h
 
Divulgação
 
 
Dia 28, Sexta-feira
Quem Apagou a Luz?
Local: Teatro do Engenho.
Horário: 15h
 
Com informações da Revista Crescer e dos sites do Sesc e da Semac

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Alunos e familiares se beneficiam com o Ensino Integral

O Brasil tem muito a aprender com os países que hoje são modelos em educação. Em vários deles – Coreia do Sul, Irlanda, Chile, os estudantes passam o dia todo na escola - em média, nove horas - enquanto aqui, a maioria dos alunos não fica mais de cinco horas por dia em aula. E isso, claro, interfere não só na qualidade da educação, como também no desenvolvimento do país.

Aos poucos, no entanto, esta realidade começa a mudar. Muitas escolas brasileiras, como o CLQ, já oferecem a opção do período integral, uma ajuda e tanto para os pais, que cada vez mais precisam trabalhar fora e não conseguem dar o suporte que os filhos precisam o tempo todo.
 
No CLQ Mais, os alunos da Educação Infantil e do 1º ano do Ensino Fundamental contam com apoio pedagógico, orientação educacional e atividades extras.
 
Além da estrutura física, como parque, horta, piscina, brinquedoteca e salas de música e arte, as escolas que trabalham o período complementar oferecem também orientação de estudos para os alunos maiores.
 
Mais do que uma melhora no rendimento escolar, a família toda ganha muito em qualidade de vida ao fazer esta opção.
 
 

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Compartilhando a vida social e escolar de seu filho

Quando a criança entra na idade pré-escolar seu universo torna-se muito maior, com inúmeras e profundas transformações.
Surge a possibilidade de contato com crianças da mesma faixa etária, porém com diferenças de raça, credo, valores e costumes.
A criança sempre retorna para casa cheia de novidades, boas ou não. De qualquer forma, se transforma com novas histórias para contar e vivenciar.
Cabe à família interessar-se pelo que o filho tem a dizer, prestar atenção e ouvir, carinhosa e verdadeiramente, pois a criança é muito esperta e percebe quando o adulto deseja encerrar ou encurtar a conversa. Aos poucos, vai deixando de compartilhar suas experiências.
Após essa fase, ou seja, a partir dos seis anos, ela entra efetivamente na idade escolar. Tem início um período de maior desenvolvimento intelectual e social. É capaz de fazer mais coisas, vai se tornando mais independente e assumindo novas responsabilidades, tais como: fazer a lição de casa, cumprir horas de estudo, contribuir com os trabalhos domésticos, incluindo arrumação e organização de seu próprio quarto.
A cada capacidade conquistada, sente alegria e orgulho de si mesma e, evidentemente, espera o mesmo de sua família para poder validar estes sentimentos de auto-afirmação.
Quando isto não acontece, sua auto-estima sofre abalos. Ela se sente frustrada, depreciada e desmotivada para perseverar e vencer.
Para a criança de qualquer idade, os cuidados básicos quanto à saúde física, não bastam. Ela necessita se sentir amada, desejada e apoiada. Precisa dos pais presentes não só no lar, mas nas atividades escolares e sociais. Deseja compartilhar sua vida dentro e fora de casa para sentir-se acolhida e saber  que tem lugar na família e no mundo.
Como seu universo social durante a maior parte do tempo é na escola, esta deve oferecer às crianças atividades intra e extracurriculares, como:  teatro, esportes, festas comemorativas, palestras para pais e alunos. Nestas situações a criança espera que a família participe e colabore.
Assim, muitos pais participam de reuniões em que os professores dão retorno sobre o aproveitamento escolar de seus filhos, vão assisti-los em competições esportivas e recreativas. Enfim, há muito o que pensar e contribuir.
Por outro lado,  a criança também não se beneficia de pais superprotetores, que não permitam sua independência e exercício de suas capacidades recém-adquiridas, assim como não desejam pais alienados, que não sabem ou não participam de seu desenvolvimento fora do lar.
Nessa faixa etária, a criança começa a experimentar dormir longe dos pais, seja na casa de familiares ou amiguinhos mais próximos e trazê-los para dormir em sua casa. Assim, os pais também têm que procurar conhecer os amigos de seus filhos antes e a suas respectivas famílias, até para facilitar a posição de permitir ou não que durma fora de casa.
Algumas crianças evitam participar de eventos nos quais são mais expostas, por timidez, insegurança ou medo de fracasso. Os pais devem ficar atentos e tentar compreender o que se passa, que mensagem estão querendo transmitir, e apoiá-los, tentando modificar essas atitudes.
Incentive seu filho a fazer amizades, convide seus amigos a frequentar sua casa. Promova passeios infantis com interesses próprios da idade e permita que ele escolha um ou dois coleguinhas para acompanhá-los.
É fundamental perceber que a comunicação com seu filho deveria se iniciar muito precocemente e se tornar um processo contínuo, um hábito sadio por toda a vida. Não perca a possibilidade de poder dialogar com ele e de compartilhar todos os momentos possíveis e necessários.
 
* Ana Maria Morateli da Silva Rico - Psicóloga Clínica