quinta-feira, 29 de novembro de 2012

As nove musas


 
As fontes de inspiração para as atividades educacionais, desenvolvidas pelo CLQ com a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I ao longo deste ano, foram as nove musas. Elas são as madrinhas da astronomia, história, música, dança, poesia, filosofia e teatro (comédia e tragédia).

Além delas, a Mnemosine, Deusa da Memória, também os acompanhou na jornada de 2012 e possibilitou o resgate de muitas histórias – dos alunos, de suas famílias, dos professores e de personagens importantes na história da humanidade.

Segundo a diretora do Fundamental I, Taís Oetterer de Andrade, a memória é a garantia de nossa própria identidade. “Ela nos liga ao passado, a lugares e a pessoas, torna-se guardiã da nossa personalidade. Sem as nossas lembranças, não saberíamos quem somos, nem o que nos diferencia dos demais.”



terça-feira, 27 de novembro de 2012

A felicidade da criança na escola

Diretora e professora do CLQ falam na Revista Petit Polá sobre a contribuição da escola na felicidade da criança:

 
 
 
Para ler a matéria e a revista na íntegra, clique aqui

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Crianças aprendem e pensam como cientistas


 
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Crianças em idade pré-escolar são capazes de tirar conclusões com base em análises estatísticas. Elas também aprendem por experimentos individuais e observação dos colegas. Essas são as características que levaram a pesquisadora Alison Gopnik, do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, a concluir que os pequenos têm uma maneira de pensar e aprender muito similar à dos cientistas.

A constatação, que enfatiza a importância das experiências vividas pelas crianças de até 6 anos, pode ter implicações na maneira como se estrutura o ensino infantil. Para se chegar a esse resultado, publicado na última edição da revista Science, Alison fez uma revisão de dezenas de pesquisas anteriores que avaliaram os mecanismos de pensamento das crianças pequenas.

Ela defende que as crianças, mais do que os adultos, são capazes de propor teorias incomuns para resolver problemas. "Esse tipo de pensamento hipotético reflete sobre o que poderia acontecer, e não sobre o que realmente aconteceu. E esse é um tipo de pensamento muito poderoso que usamos na ciência", diz Alison. Ela completa que a própria brincadeira de faz de conta, aquela atividade espontânea em que as crianças costumam se engajar, é "uma reflexão sobre esse raciocínio e compreensão profundos".

Mas como é possível saber que crianças pequenas ou até bebês, que ainda nem têm a fala desenvolvida, tenham a capacidade de fazer análises estatísticas? A resposta vem de experimentos recentes que têm testado a capacidade reflexiva de crianças cada vez mais novas.

Em um deles, por exemplo, bebês de 8 meses mostram-se surpresos quando o pesquisador retira de uma caixa cheia de bolas brancas, contendo apenas algumas bolas vermelhas, uma amostra com a maioria de vermelhas e poucas brancas. Alison observa em seu artigo que é como se os bebês dissessem: "Aha! A probabilidade de isso ter ocorrido por acaso é menor que 0,05".

Uma das pesquisadoras que atualmente se dedica a essa abordagem é a psicóloga Fei Xu, do Laboratório de Cognição e Linguagem Infantis da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Em situações da vida real, estamos sempre em situações de incerteza. Então temos de pensar qual é a probabilidade de algo acontecer", explica a cientista. "Queremos saber se os bebês têm essa habilidade de raciocínio mesmo antes do aprendizado da linguagem."

Outras experiências citadas por Alison foram bem sucedidas em demonstrar que crianças também aprendem com suas experimentações individuais, que surgem em meio às brincadeiras, e ainda observando seus colegas. Os mesmos procedimentos utilizados pelos cientistas.

Nova visão

No passado, o entendimento sobre o raciocínio das crianças pequenas era de que elas eram seres ilógicos e só concebiam o aqui e o agora. Hoje, as escolas levam em conta sua capacidade de experimentação. Segundo a psicopedagoga Quézia Bombonato, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, existe a construção do conhecimento e não a simples transmissão de informação. "É o ato de fazer que, do ponto de vista neurológico, o conhecimento saia do sistema límbico, de memória a curto prazo, e vá para o córtex, que corresponde à aprendizagem efetiva."

Para os educadores do CLQ o conhecimento da criança é sempre valorizado. O Colégio sempre inicia o conteúdo resgatando o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema.

Deve-se considerar que crianças em idade pré-escolar são cientistas naturais. A própria ciência pode ajudar a transformar a curiosidade da criança em melhor ensino e aprendizado.
 

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Como a biblioteca ajuda na formação de leitores


A leitura para as crianças é importante para formar adultos leitores, com mais facilidade para escrever e se comunicar. Quase todos os brasileiros concordam com isso, mas apenas 37% costuma ler para as crianças, segundo pesquisa realizada pela Fundação Itaú em parceria com o Datafolha. Uma visita à biblioteca pode ajudar a mudar essa realidade.

Na biblioteca, há mais variedade de obras, além de espaços especiais para realizar a leitura. Para as crianças, ter o hábito de frequentar uma biblioteca, além de trazer grande aprendizado, pode ser uma grande diversão.

No entanto, essa também não é uma realidade no Brasil. Na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, 67% dos entrevistados declararam a existência de uma biblioteca pública no bairro ou na cidade em que moram e, entre esses, 71% a classificaram como de "fácil acesso", porém apenas 24% afirmaram frequentá-las e somente 12% costumam ler em bibliotecas. Uma possível explicação para essa "impopularidade" das bibliotecas está na representação desses espaços no imaginário da população. A maioria as associa a lugares para estudar (71%) ou pesquisar (61%). Poucos veem as bibliotecas como espaços de lazer (12%) ou para passar o tempo (10%). Outro dado que chama a atenção é que 33% afirmaram que "nada" os faria frequentar uma biblioteca.


Biblioteca do CLQ
As crianças estão sempre em busca de conhecimento. Por isso, a biblioteca é o lugar ideal para os pequenos. Algumas bibliotecas têm atividades especiais para as crianças. Fazer rodas de leitura, trazer autores de livros, inventar histórias ou até mesmo deixar a criança se movimentar livre para a biblioteca são bons exemplos de atividades.
O CLQ possui uma área especial em sua biblioteca para os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Faz parte da rotina semanal a ida das crianças a esse espaço para atividades de incentivo a leitura.

A Biblioteca de Piracicaba “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto” tem uma área específica para a literatura infantil  e uma série de atividades como visitas monitoradas e a Hora do Conto, que podem ser consultadas no site da instituição.
 
Área infantil da biblioteca municipal
 
 

Fonte: Site Educar para Crescer e Biblioteca de Piracicaba

 

 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Canhotos: o domínio da mão esquerda


 
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Até os anos 60, os canhotos eram castigados ou convencidos, de alguma forma, a trocarem de mão. Escrever com a "mão errada" era, desde sinal de desrespeito grave, até prova de dificuldade de aprendizado. Mas a medicina moderna e as novas teorias pedagógicas, de mãos dadas, derrubaram essas ideias falsas. Reconhece-se que a mão esquerda de um canhoto não é nada canhestra. E como as pessoas passaram a ter o direito de preferir o lado esquerdo, nos últimos anos, o número conhecido de canhotos aumentou consideravelmente. Hoje, sabemos que cerca de 10% das pessoas são canhotas.

Mas, afinal, o que é ser canhoto? Canhoto é aquele que desenha, pinta ou escreve com a mão esquerda. Quem prefere a direita é chamado de destro, e quem usa as duas mãos é chamado de ambidestro. Ser canhoto ou destro é determinado, em grande parte, pela genética. Se os pais são canhotos, o filho tem de 45% a 50% de chances de ser canhoto também.

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A preferência de alguém por um dos lados do corpo já é percebida desde cedo, mas essa escolha só estará definida por volta dos 6 anos. A escolha de uma mão deve ser um processo natural, diz a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto. "A criança não deve ser forçada, afinal, ela já nasce destra, canhota ou ambidestra. Essa característica é hereditária (passada de pai para filho) e deve ser respeitada", completa.

"Ser canhoto ou destro depende de qual lado do cérebro é o dominante. Destros têm o lado esquerdo dominante, enquanto nos canhotos é o lado direito", afirma a psicopedagoga. No cérebro, o lado esquerdo é responsável pela lógica, racionalidade, números e matemática. Já o lado direito é responsável pelas emoções, artes e imaginação. "A probabilidade de um canhoto que tem o lado direito do cérebro dominante ser mais voltado para o esporte ou para as artes é maior. Isso, porém, também depende da habilidade de cada um", ressalta.

Os pais devem deixar a criança livre para jogar, comer e escrever com sua mão preferida. "O que se deve fazer é oferecer uma série de estímulos para que o desenvolvimento motor e a consciência corporal se estruturem, bem como os aspectos relativos à lateralidade, usando jogos, brincadeiras", diz Suely Robusti, psicóloga com especialização em psicomotricidade.

Fonte: Site Educar para Crescer

 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Escrever é melhor que digitar


 
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Estudo feito por cientistas noruegueses mostram a diferença de aprendizado entre crianças que escrevem à mão e aquelas que digitam. A pesquisa, feita na Universidade de Stavang, mostrou que o primeiro é melhor porque envolve muito mais sentidos que o digitar, o que facilita o aprendizado.

O estudo foi feito com dois grupos de alunos. O primeiro escreveu o alfabeto à mão, enquanto o segundo digitou. Ao final do trabalho, os pesquisadores perguntaram se eles lembravam o que haviam escrito e o primeiro grupo se saiu melhor.

A explicação dos cientistas é simples. Segundo eles, partes diferentes do cérebro são ativadas quando lemos as letras digitadas e quando reconhecemos as letras escritas a mão. Ao escrever, os movimentos envolvidos deixam uma memória na parte sensorial e motora do cérebro, que ajuda a reconhecer as letras e cria uma conexão entre leitura e escrita.

O papel dos pais e da escola é incentivar todas as áreas do cérebro da criança, principalmente durante a alfabetização. Ela precisa aprender a segurar o lápis, a desenhar a letra que não está pronta, a ter o domínio do traço. Antes de escrever, ela vai passar o dedinho nas letras em texturas diferentes para perceber sinestesicamente a diferença entre elas. Tudo isso é muito diferente do simples apertar o botão no teclado, que já está pronto.

 

Com informações e foto da Revista Crescer