segunda-feira, 25 de março de 2013

A verdade por trás dos mitos


O livro "Because I Said So!" (algo como "porque sim" ou "porque eu disse"), que traz o subtítulo "The Truth Behind the Miths, Tales & Warnings Every Generation Passes Down to its Kids" (a verdade por trás dos mitos, histórias e advertências que cada geração transmite a suas crianças), mostra, com humor e um pouco de ironia, que nem todos os ensinamentos vindos de pessoas mais velhas são reais.

O autor não é nenhum especialista em pedagogia; ao contrário, foi o conhecimento de generalidades que alçou o engenheiro de software Ken Jennings à categoria de celebridade instantânea.

Em 2004, ele ganhou 74 jogos do programa televisivo de perguntas e respostas "Jeopardy!". De lá para cá, lançou dois livros sobre esses jogos e uma obra sobre geografia. Em dezembro de 2012, chegou às lojas dos EUA (e à internet) o "Because I Said So", ainda sem previsão de publicação no Brasil.

A inspiração veio de suas próprias atribuições como pai de um garoto que gosta de correr pela casa chupando picolé. Numa dessas, gritou para o menino: "Pare, você vai acabar cravando o palito na boca!". O menino travou, assustado com a visão sanguinolenta, e disse: "É mesmo?".

Jennings não sabia a resposta e foi perguntar à própria mãe se ela se lembrava de algum acidente do gênero. Negativo, “mas a mãe dela tinha dito que...” De onde ele concluiu que a educação das crianças "é um gigantesco telefone sem fio que se arrasta pelas décadas". E resolveu examinar axiomas transmitidos de pai para filho.

Compilou 125 desses ensinamentos e buscou provas científicas de sua validade. Alguns são muito americanos, como "Não coma neve, vai fazer mal". Mas o leitor brasileiro pode encontrar algumas frases ditas por seus pais e talvez repetidas por si próprio!

Confira alguns destes ensinamentos:







Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 18 de março de 2013

A Páscoa no CLQ


Mais uma data especial se aproxima e, para enfatizar nosso compromisso social por meio de campanhas solidárias, o CLQ sugeriu, em comunicado enviado aos pais, que doassem ovos de chocolate nº 9 (50g), que serão posteriormente encaminhados para 300 crianças do Lar Escola, e para 170 alunos da Escola Municipal Rita de Cássia Paulucci Costa.

O Colégio também preparou outras atividades para aguardar a chegada da Páscoa. Inspiradas pelo tema 'Arte e Ciência para a alquimia interior', cada professora fará um bolo de chocolate em sala de aula, contando com a participação das crianças e aproveitando a oportunidade para que elas possam observar a transformação gerada pelo fogo.

Além da parte gastronômica, cada professora trabalhará em sala de aula com “ingredientes mágicos” que estão guardados no coração das crianças: xícaras de carinho, colheres de alegria, pitadas de sorriso, calda doce de abraços etc. E assim, cada turma criará sua receita!

Nessa ocasião, será muito importante frisar com os alunos que a “transformação” não deve ser superficial. Para cada “ingrediente do coração” colocado no caldeirão, haverá uma reflexão sobre a vontade genuína de se transformar internamente.



segunda-feira, 11 de março de 2013

Lição de casa


Muitos pais encaram quase que diariamente, uma rotina que às vezes pode se tornar estressante: a lição de casa de seus filhos. Se essa prática for bem organizada, conversada e combinada, com regras e organização, pode tornar-se algo prazeroso e vantajoso para ambos os lados e contribuir para a construção do senso de responsabilidade e a autonomia das crianças.

Organizar um lugar para o estudo também é primordial. Este deve conter uma mesa, iluminação adequada, cadeira confortável, material escolar e ficar longe da interferência do resto da casa (telefone, televisão, rádio, campainha, janela, porta e outras pessoas). Sempre que possível, os pais devem ficar presentes ao lado da criança em tempo integral (principalmente no caso das mais novas). Elas precisam de apoio e da valorização à nova atividade, para que aos poucos ganhem confiança para desempenhá-la sozinha.

Cada criança tem um ritmo de estudo. Existem aquelas que demoram bastante para finalizar uma tarefa, mas também as que acabam rapidamente por ter maior facilidade no conteúdo, ou fazem isso para ter mais tempo para brincar. Para evitar isso, os pais devem estipular horários fixos para o início e término da lição.

A educação é sedimentada aos poucos. Os pais têm de ser persistentes, tomando o cuidado de não criar atritos com seus filhos. Ambos devem sempre lembrar que os pais estão presentes para ajudar os filhos. Cada criança tem um ritmo e a exigência deve ser de acordo com o desenvolvimento de cada um.

O dever de casa é também um termômetro da relação que o estudante tem com a escola, pois permite perceber se está sintonizado com as regras da instituição e a forma de aprender, o que permite estimular essa harmonia. E nada de lição na sexta-feira, pois o fim de semana é o momento de recobrar forças e descansar.

DICAS PARA ACOMPANHAR AS LIÇÕES DE CASA:

1. Combine e estabeleça um horário para o estudo diário.

2. Ofereça condições para que seu (sua) filho (a) realize suas atividades: local tranquilo e adequado, material necessário.

3. Acompanhe o cumprimento das tarefas solicitadas, mas não as faça por ele (a).

4. Tenha o cuidado de não dar respostas prontas; questione, procure saber o que e como aprendeu, motive-o (a) a buscar a resposta. Persistindo a dúvida, oriente-o (a) a buscar saná-la com o professor.

5. Incentive-o (a) a falar sobre suas dificuldades, a levar seus questionamentos para a sala de aula.

6. Ajude-o (a) a ser capaz de organizar seu próprio material escolar.

7. Valorize as atividades realizadas por seu (sua) filho (a).

8. Converse com ele (a) sobre o que aprendeu na escola, sobre a rotina escolar.

9. Incentive a leitura, independentemente das indicações da escola.

10. Seja um exemplo de que ler, estudar e buscar conhecimentos é importante.

11. Comente sobre notícias, reportagens ou programas vistos.

12. Compartilhe com ele (a) momentos e atividades culturais: visite exposições, museus, mostras, livrarias, bibliotecas, assista a peças de teatro, filmes, etc.

13. Evite tratar todos os filhos da mesma forma. Eles são diferentes e os pais devem perceber as diferentes necessidades de cada um.

terça-feira, 5 de março de 2013

O ENSINO DA ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A arte sempre fez parte da vida do homem. Desde a Pré-história, o homem sentiu necessidade de se expressar e, graças às pinturas rupestres, pudemos saber como nossos antepassados viveram. 

Em qualquer cultura, em qualquer época, sob condições favoráveis ou não, a arte sempre marcou a passagem do ser humano que, através dessa linguagem, pode expressar seus pensamentos, seus sentimentos e a sua percepção frente à realidade vivida. Assim, música, dança, desenho, pintura, escultura, teatro, ornamentos, fotografias e contos são algumas das formas que o homem encontrou para falar do mundo e de si mesmo.

Esta ação expressiva também faz parte da vida da criança, desde muito pequena. O universo solto, livre e criativo da criança recebe a influência de pais, professores e de seu meio ambiente. Se os adultos confiam na produção artística da criança, oferecendo materiais apropriados, espaço de tempo e de lugar, que convidem à concentração, desafiando a criação, ela poderá expressar seus pensamentos, sentimentos e percepção do mundo. Os resultados mostrarão criatividade, curiosidade, pensamento crítico, emoções afloradas, pesquisa, sensibilidade... Mas, se para os adultos a arte é cópia da realidade e reprodução de modelos impostos, a criança vai aos poucos perdendo a capacidade de inventar, de imaginar, de criar, acomodando-se aos modelos fornecidos ou fugindo deles, acreditando que não tem potencial.

O nosso trabalho com Arte, no CLQ, desde a Educação Infantil, tem três níveis de abordagem: a Reflexão – para a construção do conhecimento sobre o trabalho artístico pessoal, de colegas e de autores de várias culturas; a Apreciação estética – por meio da apreciação, a criança deixa de ter um contato superficial com a produção e passa a ser um observador ativo, que retira informações de imagens, interpretando e dando significado a elas; a Produção – para garantir o fazer da criança, planejando interferências adequadas, apontando caminhos e sugerindo procedimentos que a ajudem a romper obstáculos e conquistar organização e autonomia na criação.

Temos também as Oficinas de percurso que propiciam uma situação de ensino-aprendizagem onde uma série de conteúdos, orientações didáticas e objetivos didáticos estão em jogo. Nela, trabalhamos a autonomia e a escolha para que o aluno possa desenvolver um percurso criador individual e a poética pessoal. Segundo Ricardo Augusto Rocha, [...] “sem poesia, sem imersão poética, não há fazer vivo na Educação Infantil.”

Para Martins, Picosque e Guerra (1998), “do mesmo modo que existe na escola um espaço destinado à alfabetização na linguagem das palavras e dos textos orais e escritos, é preciso haver cuidado com a alfabetização da arte”, uma vez que a proposta do ensino de Arte na Educação Infantil não é formar artistas envolvendo um “certo ou errado”, mas sim, despertar as “habilidades de ver, observar, reconhecer, refletir, compreender, analisar, interpretar”. Podemos, desta forma, auxiliar a criança a compreender o mundo e construir conhecimento, ou seja, ampliar conhecimentos já adquiridos e propiciar que ela crie suas próprias produções, partindo de sua experiência pessoal, escolhendo tema, técnicas e materiais.

Através do contato que temos com as manifestações culturais do nosso meio, formamos nossa maneira de avaliar, de decidir, de pensar, de ver, e “... sem o saber vamos nos educando esteticamente, no convívio com as pessoas e as coisas” (FERRAZ e FUSARI, 1999).

Considerando a importância da Arte na formação da criança, nos reuniremos semanalmente, eu, como coordenadora de Arte, e as professoras, como mediadoras, para que os trabalhos sejam feitos nas salas de aula. Realizaremos estudos para a fundamentação teórica, planejaremos atividades e as avaliaremos, com o objetivo de observar o percurso de cada criança, não nos esquecendo de que, na Educação Infantil, elas estão explorando o mundo e que devemos respeitar as fases do seu desenvolvimento expressivo.






                                    Profª. Lídia Inês Pagotto Piovesani


Referências:

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos (org.). Arte-Educação: leitura no subsolo. 7 ed. - São Paulo: Cortez, 2008.

BUORO, Anamélia Bueno. O olhar em construção: uma experiência de ensino e aprendizagem da arte na escola. 6 ed. - São Paulo: Cortez, 2003.

FERRAZ, Maria Heloísa C. de T.; FUSARI, Maria F. de Rezende. Metodologia do ensino de arte. 2 ed. - São Paulo: Cortez, 1999.

MARTINS, PICOSQUE E GUERRA. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.