segunda-feira, 27 de maio de 2013

Algumas dicas para a hora de dormir ser mais tranquila


Colocar a criança para dormir pode ser um momento extremamente prazeroso para todos. Geralmente, os pais já estão em casa mais relaxados, após o fim de mais um dia de trabalho. Depois de brincar ou conversar com seus filhos, é hora de colocá-los na cama. É interessante que isso ocorra sempre no mesmo horário, para que a criança adquira o hábito de modo saudável e tranquilo.

Entre dois e três anos é difícil a criança apresentar distúrbios do sono, mas é comum “lutar” contra ele, afinal, significa abrir mão de atividades lúdicas e de estar com a família, para ficar sozinha em sua cama.

Nessa faixa etária, ela também não distingue o sonho da realidade. Por isso, se ela tiver pesadelo e acordar chorando, deve-se acalmá-la com carinho e compreensão e, em alguns casos, deixar uma luz fraca acesa. Ou ainda, incentivá-la a contar o sonho caso se lembre, dando-lhe o suporte necessário, o que aumenta a intimidade entre pais e filhos.

Outra dica é evitar levá-la para a cama ou quarto dos pais, mesmo que esteja chorando, pois reforça o sentimento de que o “cantinho” dela não é seguro, além de causar mais dependência. A sugestão é que um dos pais fique com ela em seu quarto até que possa senti-la mais calma e saia antes que pegue no sono, avisando-a do que ocorrerá previamente.

Brincadeiras excitantes também devem ser evitadas antes do horário de dormir. Música suave ou conversas amenas são recomendáveis.

Muitas crianças elaboram verdadeiros rituais para adormecer. Por exemplo, algumas necessitam de determinado paninho que seguram ou esfregam no rosto; outras adormecem enrolando fios de cabelos nos dedos ou mexendo na orelha. Outras precisam de bichinhos de pelúcia ou bonecas ao seu lado. Estes objetos, tão valorizados por elas, funcionam como proteção e são de profunda importância no desenvolvimento da criança. Mais tarde, transformam-se em simples hábitos e desaparecem com a maturidade infantil.

Com informações Ana Maria Morateli da Silva Rico, psicóloga clínica, para o site Guia do Bebê

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dez dicas simples para formar pequenos leitores



As sugestões abaixo podem ajudar, mas vale lembrar que, com a leitura e com todo tipo de aprendizado, nada vale mais do que o exemplo!  Ou seja, quem pretende formar filhos leitores precisa ler bastante também. A criança aprende mais com a observação de comportamentos e atitudes do que com sugestões, ordens e indicações do que é certo ou errado.

Vamos às dicas:

1 - Compre livros de tecido e de plástico para que as crianças se acostumem com esses objetos desde os primeiros meses;

2 - Leia para o seu bebê desde sempre;

3 - Monte um espaço exclusivo para os livros dele, como uma caixa ou uma estante pequena no quarto;

4 - Deixe que ele folheie revistas à vontade, mesmo que seja para rasgar algumas páginas;

5 - Estimule conversas sobre as histórias e as ilustrações;

6 - Leia para ele dormir;

7 - Leve-o para livrarias e sessões de contação de histórias a partir do momento em que ele tiver concentração para ouvir essas narrações, geralmente depois de um ano;

8 - Leia poesias para ele;

9 - Apresente-o aos livros de capa dura quando ele começar a andar;

10 - Dê o exemplo e leia mais você também.

Fonte: Uol

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Seu filho é hiperativo ou sapeca?



Quem não conhece uma criança agitada demais, que vive correndo pela casa, pula nos móveis, come em pé e espalha os brinquedos? Na sala de aula, ela pode, às vezes, esquecer de fazer a lição ou cometer um erro no exercício, por pura distração.

Esses comportamentos muitas vezes são associados ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), doença que atinge crianças, mas pode continuar na vida adulta. Muitos pais acabam procurando um médico, sem perceber que, na maioria dos casos, essas crianças só estão sendo... crianças!

Na entrevista abaixo, ao Grupo Abril, a psicóloga Flávia Lemos explica como diferenciar crianças hiperativas das espoletas. Ela é membro do Conselho Federal de Psicologia que, no ano passado, lançou a campanha “Não à Medicalização da Vida”, contra o uso indiscriminado de medicamentos para tratar a hiperatividade e outros males.

Como diferenciar criança arteira de criança hiperativa?

As definições sobre a hiperatividade são polêmicas e há visões diferentes entre os estudiosos. Isso significa que faltam mais pesquisas a respeito da doença, mas elas precisam ser feitas sem financiamento dos laboratórios, porque eles lucram com a venda de remédios. Para descobrir um quadro de hiperatividade, o médico deve levar em consideração vários aspectos da vida da criança: a situação escolar, o estado de saúde, o relacionamento da criança com os amigos, a realidade financeira da família, entre outros.

A que perigos a criança estará sujeita se tomar medicamentos à toa?

Remédios são drogas. E, apesar de permitidos, também causam danos e dependência. Os remédios para hiperatividade, especificamente, possuem princípios ativos que podem provocar crises de ansiedade e surtos psicóticos, problemas nos rins, insônia, perda de apetite, dor abdominal, cefaleia, alteração da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Existe tratamento para a hiperatividade sem remédio?

Falar de tratamento é limitar o problema a apenas um aspecto da vida. Nós precisamos oferecer às crianças cuidados em diferentes campos, não apenas nos hospitais e consultórios. A criança precisa estar bem não só na saúde física em si, mas na escola, na vida familiar e na vida com os amigos. A criança precisa, inclusive, ter oportunidade de praticar esportes, ir ao cinema, ao teatro.

Fonte: Grupo Abril

sábado, 11 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães

Um único dia do ano é muito pouco para homenagear todas as mães, que merecem ser lembradas diariamente! Deixamos aqui registrada toda nossa admiração por essas mulheres guerreiras, que dedicam - com muito amor - suas vidas aos filhos.

Equipe pedagógica da Educação Infantil do CLQ

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Amizade entre as crianças

Frequentemente, na escola ou em outros ambientes, nos deparamos com crianças, ainda pequenas, afirmando: eu namoro o ... ou eu beijei a ....

Os adultos reagem de diferentes maneiras: alguns ficam admirados e incentivam as crianças para que continuem afirmando e contando os detalhes do "namoro", comentam entre seus amigos e familiares e perguntam sempre aos filhos qual é o (a) namoradinho (a) da vez. Outros, por outro lado, ficam estarrecidos e repreendem de maneira mais dura possível para que a situação não volte a acontecer.

Vale a pena colocarmos aqui qual o nosso ponto de vista sobre esses fatos e quais atitudes tomamos quando percebemos que os nossos pequenos estão pensando sobre o assunto.

Entendemos que, ao brincar de mamãe e papai, e imitar as ações normalmente relacionadas a essas figuras sociais, as crianças reapresentam o que julgam compor parte das ações dos adultos na vida cotidiana, resignificadas na brincadeira simbólica.

Mas o que acontece numa brincadeira de namoro? Mesmo atuando numa brincadeira, entram aspectos do namoro que as crianças copiam da vida adulta, mas que ainda não têm o menor sentido para elas, como dar um beijo na boca, ficar abraçando e andando de mãos dadas numa relação mais exclusiva, ações que em nada dialogam com a infância e com as demandas de desenvolvimento dessa etapa.

Consideramos como muito importante a necessidade de as crianças saberem que há marcos de crescimento que significam transições e que o namoro é um deles, marco da adolescência e não da vida de nossos pequenos.

Nossa preocupação em ambiente escolar é que vemos uma confusão quando dão o nome de namoro a algo que se trata de amizade e bem querer entre colegas, mesmo que mais constante e estendido para além dos muros da escola.

No entanto, o fato de nomearmos de maneiras distintas “namoro” ou “amizade”, não quer dizer que não se tratemos intensamente das relações entre as crianças no ambiente escolar. Muito pelo contrário, concordamos que cuidar das relações afetivas, de suas flutuações, conflitos, frustrações é extremamente importante e constituinte da personalidade moral em construção pela criança.

Assim, na escola, deixamos claro para nossos alunos que namoro não é algo do universo infantil e que o que vivem com seus colegas são relações de amizade, de descoberta de afinidades, intensas e mutantes, parte integrante da vida de crianças!

Cuidamos para guardar à infância o que é dela: conhecimento de si e do outro, por meio do convívio e da brincadeira. 



Referência: Escola da Vila