sexta-feira, 28 de junho de 2013

As crianças pequenas e as férias de julho

Na escola, as crianças já estão atentas ao calendário e comentando o que pretendem fazer ou o que já programaram com seus pais para o período das férias.

Os alunos falam sobre viagens, passeios na casa dos avós ou parentes distantes, eventos que normalmente não conseguimos realizar durante o período letivo.

Ouvimos também, famílias que não irão interromper seus compromissos profissionais e que têm dúvida quanto ao que fazer com os pequenos durante todos esses dias.

Frequentemente, isso está relacionado à insegurança quanto a deixá-los em casa e à ideia de que é importante preencher todo o tempo livre. Ao contrário, vale apostar na capacidade que e as crianças têm de criar e de se articular. Além disso, há de se compreender e, por que não, invejar o tempo que irão reservar para o ócio, acordar tarde, curtir filmes e desenhos, brincar com o cachorro, brincar até mais tarde no parquinho do condomínio ou até mesmo na rua.

Outra dúvida entre os pais é se devem realizar atividades parecidas com as da escola, para que as crianças não tenham problemas na readaptação. Nesse caso, a resposta é não, pois as férias existem justamente para sairmos da rotina, não é mesmo?

As crianças gostam de ser surpreendidas e também de novidades, por mais simples que sejam. É possível fazer programas interessantes, como organizar um piquenique (num parque ou mesmo em casa), uma cabana com amigos na sala de casa, ou até um chá para as bonecas.

Possibilitar encontros entre os colegas também pode ser uma ótima escolha, pois a comunicação entre as crianças do grupo, neste período, é uma possibilidade interessante de convívio fora da escola.

Pode-se combinar uma espécie de rodízio entre as famílias, para garantir passeios ou programas especiais. Como idas ao cinema, teatro, parque, ou porque não, um cinema em casa e uma pipoquinha entre amigos.

As crianças pequenas ainda têm dificuldade para entender a passagem do tempo. Quando dizemos que daqui a trinta dias estaremos de volta, muitas não compreendem e, outras imaginam até que mudarão de sala e de professora. Conversamos com elas sobre o assunto, combinamos situações para o retorno das férias e, com o auxílio do calendário, anotamos os dias que ficaremos longe do Colégio.

Os familiares também podem, durante as férias, contribuir com algumas ações que ajudam na organização deste tempo. Uma delas é usar um calendário. Vocês podem deixá-lo num lugar bem visível para a criança. Marquem os dias em que as férias começam e terminam, como um tempo a ser acompanhado. O calendário representa um marcador temporal conhecido pelas crianças. Na escola, desde o Maternal, marcamos eventos, aniversários, aulas de especialistas, dias de biblioteca, visitas, ou mesmo o retorno ou a chegada de um amigo.

Desta forma, aproveitem para anotar compromissos previstos para este período, como a ida à casa dos avós, ou a chegada de um parente, ou de amigo que vem brincar.

Nos dias que antecedem o término das férias, é importante que algumas rotinas sejam retomadas, principalmente o horário do sono e da alimentação. Assim, a criança vai percebendo que as férias estão terminando.

E por fim, que este momento possa ser livre da rotina, do relógio e repleto de tranquilidade. Que as crianças desfrutem do aconchego da casa e da companhia de familiares e de amigos queridos. Assim, no dia 31 de julho teremos boas lembranças para compartilhar.

Boas Férias!
Simone Montrazi

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aprendendo a lidar com limites


Quando falamos em criança mimada, logo vem à nossa cabeça aquela cena típica de uma se jogando no chão da loja de brinquedos e gritando por aquilo que a mãe se nega a dar. Claro, o conceito de mimado não se resume a esse tipo de comportamento, mas tem relação com ele.

Segundo explica Vera Zimmermann, professora de psiquiatria da Unifesp, à Revista Crescer, a criança mimada é aquela que não foi educada para aceitar uma frustração e sempre reage querendo se posicionar no centro das atenções. Claro que pai nenhum deseja ter um filho assim, mas nem sempre os casais percebem que estão estimulando esses comportamentos. Educar uma criança não é uma tarefa fácil, mas a boa notícia é que atitudes simples, praticadas diariamente, fazem a criança entender, aos poucos, que ela não pode tudo.

Durante os primeiros meses de vida do bebê, ao menor sinal de reclamação, os pais correm para dar leite, ninar ou aquecer. Afinal, ele ainda é totalmente dependente da família para sobreviver. Mas, aos poucos, a criança se desenvolve e começa a interagir com o mundo. A partir de então, ela precisa ter limites e regras para entender que nem tudo é para já e que nem todos os seus desejos serão satisfeitos.

Com a ajuda da psiquiatra, listamos algumas dicas para você colocar em prática desde cedo:

Bebês - Durante o primeiro ano de vida, o bebê já passa por algumas frustrações, como querer sair do cadeirão quando é hora de ele comer e de ficar ali. Porém, como ainda não traduz seus sentimentos em forma de palavras, pode manifestá-las por meio de gestos. Bater no rosto da mãe ou do pai ou puxar o cabelo são algumas dessas formas. Mesmo pequena, os pais devem mostrar que aquilo não se faz. Para isso, nada de palmadas. Basta segurar a mão do bebê, fazer contato visual e demonstrar que aquilo é errado. Os pais também precisam entender o que causou essa reação, para saber se é algo que podem resolver ou com o qual a criança terá que lidar mesmo.

A partir de 1 ano - Conforme a criança cresce, ela também entra em contato com plantas e animais. Está aí uma ótima oportunidade de ensiná-la a cuidar do mundo ao seu redor. A tendência da criança é sempre tocar as coisas. No caso de plantas, os pais podem mostrar que não se deve arrancar as folhas de uma árvore ou um arbusto e, caso isso aconteça, pedir que os filhos façam uma reparação, como regar a muda. 

No caso de convivência com animais (que deve acontecer sempre com a supervisão dos pais), o próprio bicho pode impor seus limites e mostrar que com ele nem tudo é permitido – um exemplo é o cachorro rosnar se ela puxa o rabo dele. Segundo Vera, por meio desses contatos, a criança percebe que, assim como ela recebe cuidado de seus pais, precisa cuidar de coisas a seu redor.

Creche e pré-escola - Os primeiros contatos com crianças da mesma faixa etária são muito interessantes. Seu filho terá de aprender que cada um tem o seu jeito e suas preferências, e que às vezes é preciso ceder. Dividir algo com o outro, especialmente seus brinquedos, será um dos desafios nessa fase.
Apesar de a criança já ter necessidade de verbalizar seus desejos e suas frustrações, o adulto precisa impor limites com a ajuda de gestos. Ou seja, ao dizer não, sinalize com a mão, olhe diretamente para a criança e mantenha um tom de voz calmo, mas firme.

Dos 3 aos 6 anos - Nessa fase, a criança já está mais adaptada ao convívio social e vale reforçar, por exemplo, noções como desperdício. Ela pode aprender, aos poucos, a diferenciar o necessário do exagero. Atitudes como doar brinquedos que já não são usados, desfazer-se de alguma roupa cada vez que uma peça nova é comprada ou colocar no prato apenas o que se come são algumas ideias. Saiba que, com cerca de 3 anos, a criança já entende que aquilo que ela doa não voltará mais e tem capacidade para definir qual item não é mais tão importante.

No contexto familiar, os pais devem, como sempre, incentivar e valorizar a ajuda da criança, mesmo que ela pareça pequena. Ela pode organizar os brinquedos, estender a colcha na cama, colocar a roupa suja no cesto ou levar o prato para a pia. Essas ações podem fazer parte da rotina sem que se tornem um esforço chato para os filhos.


Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A socialização que acontece fora do ambiente familiar

Durante o processo de desenvolvimento da criança, ela começa a se dar conta de que vive em uma família, e, portanto, com mais pessoas. Neste contexto, devem existir regras, que precisam ser respeitadas, para uma melhor convivência.  É com os pais que se ouvem os primeiros ‘nãos’ e se aprende a obedecer.

Essa ‘socialização’ irá acontecer além do ambiente familiar. Dentre os locais que mais favorecem e auxiliam a vida social da criança fora do lar, certamente a escola é o mais importante.

Para a criança, o espaço escolar representa um mundo completamente novo, e, estar longe dos pais e dos irmãos, exige uma adaptação a novas regras, limites, horários etc.

Como é provável que os pais tenham escolhido uma instituição educativa que compartilhe os valores morais e sociais adotados em casa, o entrosamento infantil no novo grupo social tem tudo para ocorrer de forma natural.

A criança fará novas amizades, ensinará e aprenderá com elas, adquirirá maior autonomia e novos hábitos e assumirá algumas responsabilidades por seus atos. Provavelmente, passará a falar mais cedo e a se comunicar com mais facilidade, ouvindo e compartilhando histórias.

No ambiente escolar, a criança também terá contato com as diferenças culturais e sociais, e com diferentes opiniões e pontos de vista. Isso tudo estimulará sua compreensão, tolerância e respeito ao próximo.



Fonte: Site Guia do Bebê

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Festa Junina do CLQ

Mês de junho chegou? Já chegou!

E com ele também os preparativos para a nossa Festa Junina.

Na escola, as crianças já perceberam o movimento dos funcionários para a organização da festa e estão participando de ensaios para a apresentação de danças juninas.

Além disso, nas oficinas de artes, artistas naifs, como Conceição Silva, Robson Barros, Hiromi e Aracy; e de artistas consagrados da arte moderna, como Alfredo Volpi, Djanira e Alberto da Veiga Guinard têm inspirado as crianças em suas produções. Diferentes papéis, madeira, palha, sementes e retalhos de chita estão sendo explorados durante as produções. Desenhos, pinturas e colagens estão sendo feitos para compor os murais coletivos. Ornamentos como balões e bandeirinhas também estão sendo confeccionados pelos pequenos para enfeitar a escola durante o mês de junho.


Além das músicas para a apresentação de sábado, outras estão sendo apresentadas às crianças. Não é difícil de ouvir, quando se passa pelos corredores, uma ou outra criança entoando “Cai, cai balão”, “Acende a fogueira”, entre outras canções que remetem às comemorações juninas.






segunda-feira, 3 de junho de 2013

Uma nova visão da Matemática na Educação Infantil do CLQ

Considerada pela maioria das pessoas uma disciplina difícil de entender, a Matemática tem sempre que passar por reformulações referentes ao seu processo de ensino e aprendizagem com o objetivo de tornar as aulas mais atrativas aos olhos dos alunos, facilitando o entendimento sobre essa ciência.

Em muitas situações, ainda se tem a ideia de que a Matemática - como uma ciência estática - exige do aluno somente a memorização de fórmulas, regras e técnicas operatórias. Essas precisam ser repetidas com frequência para que o estudante sinta-se seguro em resolver um exercício da disciplina. Porém, essa repetição, nem sempre permite o real aprendizado, pelo contrário, subtrai do aluno a possibilidade de pensar sobre suas ações, tornando-as automáticas, meramente decoradas.

Em contrapartida a essa ideia, o CLQ sugere a criação de uma sala de aula caracterizada por um ambiente de resolução de problemas (essência da atividade matemática), na qual o aluno participa efetivamente. Nesse sentido, ele é estimulado naturalmente a mobilizar seus conhecimentos anteriores, levantar hipóteses, justificá-las e resolver novos problemas em diferentes contextos. Nesta abordagem, o erro não é considerado negativo, pois abre espaço para se superar um obstáculo, que provavelmente não será mais esquecido, tornando-se, de fato, um aprendizado.

Nessa visão, o professor é visto como um mediador que, de forma prazerosa, dando um novo tratamento metodológico aos conteúdos previstos na disciplina, estimula os alunos a questionarem, tentarem resolver problemas e compreenderem números e gráficos.

A professora Simone Montrazi explica, com mais detalhes, que, na Educação infantil do CLQ, o jogo é utilizado como um recurso didático. “Como se sabe, o jogo é parte essencial da vida das crianças. Diante dele, elas planejam, pensam estratégias, agem, analisam e antecipam o passo do adversário, observam os erros e os acertos, torcem, comemoram – ou lamentam – e esperam ansiosamente por uma nova partida”, diz.

Na sala de aula, são utilizados jogos com regras, que envolvem o uso de conhecimentos numéricos e outros produtos da Matemática. Simone continua: “tais jogos propõem problemas para que os jogadores (alunos) utilizem os conhecimentos adquiridos e também para que avancem em suas hipóteses. Mais do que simplesmente participar de uma aula, eles socializam os conhecimentos, superam suas derrotas e também aprendem com as dos amigos”, explica.


Esse processo de ensino permite que a Matemática seja entendida de forma prazerosa, que a informação circule entre os alunos e, sobretudo, que novos conhecimentos sejam adquiridos e estimulados sempre mais, a cada aula.