segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ONG lança cartilha sobre segurança em veículos

A ONG Criança Segura lançou na semana passada um manual sobre transporte seguro de crianças. O objetivo é orientar pais e profissionais que trabalham com educação de trânsito sobre a importância e a utilização correta dos equipamentos de segurança.

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente duas crianças morreram por dia em 2010 vítimas de colisões de veículos. Segundo estimativas internacionais, o uso correto das cadeirinhas reduziria em até 71% esse número. Apesar de a lei que pune motoristas por transportarem crianças sem os equipamentos adequados estar em vigor, algumas famílias alegam problemas financeiros para a aquisição dos acessórios, ignoram sua importância ou fazem a instalação inadequada, o que compromete a proteção.

O guia explica a diferença entre bebê-conforto, cadeira de segurança e assento de elevação e mostra como cada um deles protege a criança em cada fase. Um erro comum dos pais, segundo a Criança Segura, é levar em conta apenas a idade da criança para escolher o dispositivo. Na verdade, é preciso considerar peso e altura para encontrar o modelo adequado. Além disso, o ideal é que os pais testem o produto em seus veículos – as cadeirinhas não servem em todos os carros. Antes de finalizar a compra também devem verificar se o produto possui selo do Inmetro.

Confira abaixo três mitos sobre segurança em veículos esclarecidos pelo guia:

Mito: Mesmo que a cadeirinha ou assento de elevação já tenha sido envolvido em um acidente automotor, posso continuar o seu uso enquanto este não apresentar nenhum dano externo.
Fato: Uma cadeirinha ou assento de segurança que já houver passado por um acidente deve ser substituído. A cadeirinha ou assento de segurança pode ter rachaduras internas que anulam sua segurança durante outro acidente.

Mito: Só há necessidade de afivelar meu filho na cadeirinha ou no assento de segurança e de usar meu cinto de segurança se eu estiver dirigindo em longas distâncias ou nas estradas.
Fato: Não. 75% dos acidentes ocorrem a 30 km de casa. Somado a isso, 60% dos acidentes ocorrem em vias com limite de velocidade inferior a 70 km/h.

Mito: Em um acidente de carro em baixa velocidade, eu posso proteger o meu filho segurando-o junto a meu peito.
Fato: A maioria dos acidentes de carro é inesperada, deixando menos de meio segundo para uma reação. O tempo médio de reação de um adulto é de 3/4 de segundo, o que é muito lento. Mesmo que você possa reagir suficientemente rápido, uma criança que pesa 10 kg, em um acidente a 50 km/h, teria um peso
equivalente a 500 kg, ou seja, igual a um filhote de elefante.

Para saber mais detalhes sobre escolha de modelos, instalação e segurança no trânsito é possível acessar o manual gratuitamente pela internet: http://criancasegura.org.br/page/guia-crianca-segura-no-carro


Fonte/imagem: Revista Crescer

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A importância da convivência entre irmãos


Não vai ser bom ver, vez ou outra, uma discussão entre eles, mas a recompensa virá quando você chegar em casa e encontrar seus filhos brincando juntos, ou perceber aquele olhar de cumplicidade entre eles, quando fazem algo que não deveriam.
Se ter um irmão é um ensaio para a vida, é natural que haja altos e baixos. E há também espaço para uma variedade de sentimentos, da admiração ao ciúme. A convivência é uma oportunidade para errar, testar o limite do outro, aprender a ter paciência, se frustrar e amar. Esse, aliás, é o desejo de todos os pais em relação a seus filhos.

A companhia de um irmão tem muitas funções. É com os irmãos que as crianças têm mais chances de aprender a se socializar e enfrentar o mundo, enquanto os pais ficam com a tarefa de transmitir valores. Ou seja: no cotidiano, elas prestam atenção no que o outro está fazendo, na experiência vivida, no exemplo a ser seguido. É com o irmão que aprendem a encarar melhor os primeiros dias na escola, a andar de bicicleta, a desenhar um cachorro “daquele” jeito. Cabe aos pais a orientação mais ampla, a direção dos caminhos, a formação do caráter.

E ainda, não importa a ordem de nascimento: caçula, do meio ou primogênito, todos aprendem uns com os outros!

E as discussões?

Por mais que deixem os pais malucos, brigas entre irmãos acontecem vez ou outra. “Antes de perder a paciência, lembre-se do que eles podem aprender com o conflito. Deixe que conversem, discutam, negociem e resolvam sozinhos. Assim, aprendem a barganhar, a ceder, a trocar e a se amar”, diz a psicoterapeuta familiar Blenda Oliveira.

Se algo passar do limite, claro, você vai intervir. Mas note que, muitas vezes, a briga é sinal de afeto. Mais difícil é quando os irmãos simplesmente se ignoram. “Sem brigas, mas com a possibilidade de um relacionamento no futuro frio e distante”, diz a psicóloga Laurie Kramer no livro “Filhos, Novas Ideias sobre Educação”, da Editora Leya.

Algumas vezes parece que irmãos se amam e odeiam, tudo ao mesmo tempo. “O fundamental é procurar ser justo e saber que, apesar de irmãos, são pessoas diferentes e irão se desenvolver de acordo com as próprias características”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP).

Para ela, a comparação também deve seguir critérios. “Pode gerar rivalidade ou desinteresse, como se a criança pensasse ‘nem vou tentar porque meu irmão é melhor do que eu mesmo...’”, diz a especialista. Embora trate-se de uma reação ao comportamento dos filhos, os pais têm uma função ainda mais importante ao observar cada um. Se não somos todos iguais, nada de tratamento em série. E a observação do adulto pode incentivar o respeito mútuo e garantir tratamento individual a cada filho.

Pode comparar?

Comparações não são sempre ruins. “É importante evitá-las para não viver apenas em função disso. Se acontecer, não adianta sentir culpa. Somos comparados durante toda a vida: na escola, temos que tirar boas notas e ter bom comportamento; quando nos apaixonamos, podemos não ser correspondidos; para a faculdade, há sempre processos seletivos, diz a psicoterapeuta Blenda. Irmãos gêmeos sofrem ainda mais com isso porque todo mundo busca as pequenas diferenças entre eles.

E quando a personalidade é diferente demais e os irmãos não conseguem encontrar uma parceria? O papel dos pais, nesses casos, é incentivar o respeito, em primeiro lugar.

Diferença, respeito, amor, rivalidade, admiração são palavras que fazem parte do relacionamento entre irmãos – e não podem ser ignoradas pelos pais. É uma relação para a vida toda, que vai acontecendo a cada aniversário, discussão, viagem, brincadeira. Uma briga ou outra vai acontecer. São irmãos, têm intimidade para isso. E estarão ligados para sempre.


Fonte: Revista Crescer