quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Por que a atividade física é importante para as crianças?


Existe uma grande preocupação com o aumento da obesidade no mundo. Esse é um problema que não afeta somente os adultos, pois chama bastante a atenção os altos índices registrados também na infância. 

A obesidade traz como consequências o aumento da pressão arterial, a diabetes, a dislipidemia (aumento do colesterol) e até o aumento de casos de câncer.

Já é consenso mundial que a prática de exercícios diminui os índices de obesidade e, desde 2006, defende-se a importância de incentivar também as crianças a praticarem atividades físicas. 

Até pouco tempo atrás, não se sabia a quantidade exata de exercícios recomendada para as crianças, e nem quais seriam os reais benefícios da prática. Porém, no Canadá, após avaliação de vários estudos científicos, desenvolveu-se um consenso sobre a prática de atividade física para crianças. Ele está de acordo com outras pesquisas dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, que preconizam as mesmas recomendações.

A atividade física é importante para as crianças porque:
- Melhora o desenvolvimento motor;
- Melhora a aquisição de habilidades de motricidade fina;
- Promove o crescimento;
- Constrói ossos e músculos fortes;
- Mantém e desenvolve a flexibilidade;
- Promove a manutenção do peso adequado;
- Melhora o sistema cardiocirculatório;
- Melhora a postura;
- Promove a oportunidade de novas amizades;
- Melhora a autoestima.

Como os adultos podem incentivar a prática de atividade física?

- Servindo como exemplo, sendo ativos quando estão com as crianças;
-  Incluindo atividades físicas em programas familiares;
- Se possível, estimulando a ida a lugares caminhando ou de bicicleta;
- Propondo uma atividade física quando ouvir: “não tenho nada para fazer, estou entediado”;
- Estando sempre preparado para realizar uma atividade física, tendo em casa ou no carro bolas, pipas, bicicleta etc; 
- Encorajando a criança a trocar TV, computador e jogos eletrônicos por atividades esportivas;
- Quando presentear a criança, comprar brinquedos que estimulem a atividade física, como bicicletas, skates, cordas, pipas, raquetes e petecas.

Fonte: Conversando com o Pediatra (SBP)
Foto: Divulgação

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

As crianças pequenas e a Matemática


Pensar em Matemática na Educação Infantil reconduz muitos adultos às experiências que tiveram no ensino dessa ciência, quando crianças: os números apareciam aos poucos, um a um, não se apresentava o 5, enquanto ainda não se houvesse ensinado o 4, ou não se passava do 9, antes de ensinar a noção de dezena.

Tinha-se a ideia de que a Matemática era uma ciência estática, que deveria exigir do aluno somente a memorização de fórmulas, regras e técnicas operatórias, as quais precisavam ser repetidas com frequência para que o estudante se sentisse seguro ao resolver um exercício da disciplina. Porém, essa repetição, nem sempre, permitia o real aprendizado, pelo contrário: tirava, do aluno, a possibilidade de pensar sobre suas ações, tornando-as automáticas e meramente decoradas.

Na contramão dessa ideia, o CLQ adota, como enfoque no ensino dessa matéria, a criação de um ambiente propício para a resolução de problemas (essência da atividade matemática), da qual o aluno participa efetivamente. Nesse sentido, ele é estimulado, naturalmente, a mobilizar seus conhecimentos anteriores, a levantar hipóteses, a justificá-las e a resolver novos problemas em diferentes contextos. Nessa abordagem, o erro não é considerado negativo, pois abre espaço para a superação de obstáculos, o que determina que não mais será esquecido, tornando o processo, de fato, um aprendizado. 

Consideramos que, ao iniciarem a vida escolar, as crianças trazem muitas experiências anteriores de uso dos números: com esses símbolos, representam a própria idade e a de seus familiares, o número do apartamento ou da casa onde moram ou o número do canal preferido da televisão. Observam, também, os números ao verem pessoas organizando situações ou fazendo compras.

Dessa forma, criamos, em nosso trabalho, por meio de ações intencionais e planejadas, um contexto favorável para a exploração significativa desse repertório.

Nesse sentido, na Educação Infantil do CLQ, o jogo é utilizado como um recurso didático, já que jogos são parte essencial da vida das crianças. Diante deles, elas planejam, pensam estratégias, agem, analisam e antecipam o passo do adversário, observam os erros e os acertos, torcem, comemoram — ou lamentam — e esperam, ansiosamente, por uma nova partida. 

Na sala de aula, exploramos as regras dos jogos, que envolvem o uso de conhecimentos numéricos e outros produtos da Matemática, na proposição de problemas em que os alunos utilizem o que já aprenderam e também avancem em suas hipóteses. Mais do que simplesmente participar de uma aula, eles socializam os conhecimentos, superam suas derrotas e também aprendem com as dos amigos. 

Desse modo, as crianças estão habituadas a jogar 'trilhas', 'batalha', 'dominó', 'rouba-monte', '30 ou 50 casas', bingo e dados. Conversam com os colegas e com as professoras sobre como jogam, como fazem para ganhar ou para contar os pontos.

Além dos jogos, atividades, como consultar o calendário, identificar o “dia de hoje” ou a data de um evento importante, consultar o índice dos livros, saber quem tirou mais pontos nos dados, organizar os grupos para uma brincadeira e distribuir materiais para uma atividade específica, dão origem a importantes conversas em sala de aula.

Também são propostas, frequentemente, na Educação Infantil, problematizações sobre a quantidade de objetos da coleção que o grupo está fazendo, sobre o peso e a altura de cada aluno ao nascer, comparados a essas medidas atuais, entre tantas outras situações. A ideia é dar às crianças inúmeras oportunidades, de buscar, explorar, experimentar, antecipar, prever consequências, refletir, analisar, propor perguntas e estabelecer relações em uma comunidade de produção de conhecimento, que é a sala de aula.

Ler e escrever na Educação Infantil


Em que momento a escrita se constitui em objeto de conhecimento?

“Alfabetizar implica que a criança aprenda a codificar e decodificar, pois é um sistema inventado, diferente da língua oral: o ser humano já nasce programado para falar. A escrita é uma convenção. É uma ingenuidade achar que a criança deva reinventar um sistema convencional. Então é preciso ensinar isso sistematicamente”.
(Magda Becker Soares).

Ao contrário do que se pensou ao longo da história, a Educação Infantil não é uma etapa preparatória para o Ensino Fundamental, ou seja, as crianças não passam o tempo fazendo exercícios de coordenação motora, escrevendo palavras sem sentido ou letras isoladas, e tão menos lendo ou ouvindo histórias “fáceis”, porque ainda não são leitoras competentes.

Sabemos, hoje, que em nossa sociedade, desde muito cedo, as crianças estão em contato com a língua escrita e logo se interessam por sua função e estrutura. Deparam-se, com frequência, com materiais escritos: livros, revistas, rótulos, “outdoors” e presenciam atos de leitura e escrita por parte de adultos e crianças mais velhas.

Nesta concepção de aprendizagem da língua escrita, a criança chega à escola com um rico conhecimento da língua materna e, inconscientemente, utiliza saberes linguísticos em situações de comunicação no seu dia a dia.

Na Educação Infantil, os alunos participam de muitas brincadeiras e atividades que desenvolvem a imaginação e a criatividade e também de situações quando o ler e o escrever têm sentido.

Relacionam-se com a literatura, pois ouvem histórias diariamente, visitam a biblioteca e conhecem novos títulos, levam livros para casa a fim de apreciá-los e conversar sobre o que leem.

As crianças também produzem textos, ditando para a professora, que empresta suas mãos para escrever bilhetes e convites endereçados às famílias, a funcionários da escola ou a colegas de outra sala; elaboram, verbalmente, legendas para as fotos que irão para um mural ou para imagens sobre estudos que fazem em várias áreas do conhecimento. São autorizadas, ainda, a escrever sozinhas, mesmo que distantes do modo convencional como fazem os adultos, registrando de acordo com suas hipóteses. Brincam, incorporando ações dos adultos, que incluem eventos nos quais escrever faz sentido.

Do mesmo modo, são leitoras ao folhear um livro conhecido e repetir a história ou o poema que lá está escrito; ao declamar parlendas guardadas na memória; ao identificar quem serão os ajudantes do dia, a partir das fichas de nomes; ao escolher, dentre duas possibilidades, a brincadeira que será feita no dia, ou o livro que será lido na roda de história. 

Trabalhando, assim, pretendemos validar a afirmativa de Emília Ferreiro “a escrita é um sistema de representação da realidade e a alfabetização é o resultado de um domínio progressivo desse sistema, que não se resume à conquista de habilidades meramente mecânicas ou visuais”.

A necessidade intelectual de aprender, das crianças pequenas, e o contato com o ambiente letrado, favorecem o interesse e a curiosidade para a aquisição da língua escrita. Portanto, “a instrução é válida quando precede ao desenvolvimento” (Vigotsky), ou seja, não faz sentido a escola determinar a idade cronológica ou o momento ideal para ensinar a ler e a escrever.

Primeiros anos de aprendizagem; primeiros anos de formação para a vida



Nos primeiros anos de aprendizagem e de formação para a vida, as crianças, com sabedoria e sensibilidade, fazem “os recortes poéticos do mundo”. Atentem para esta cena: no pátio do nosso Colégio, posicionadas atrás de uma longa mesa, adaptada à altura delas, e munidas de papel, tinta, lápis e outros materiais, as crianças, mergulhadas em um momento de sensível e aguçada observação, olham, com olhos livres, o jardim da escola. Olham e desenham; riscam o papel. Em meio a falas e movimentos, olham novamente e registram as suas impressões. Emergem e entrelaçam a profusão de cores e de formas. Exibem, com orgulho, suas obras. O universo infantil de aprendizagem, na instituição escolar, será importante para a “formação da criança em seus primeiros anos”, desde que sua meta priorize a sintonia entre o conhecimento e a sensibilidade.

A proposta pedagógica da Educação Infantil do Colégio Luiz de Queiroz concilia sua prática ao pensamento que interliga os campos cognitivo, relacional e afetivo, cujo resultado se traduz em um cenário infantil, observado no dia a dia, em diferentes espaços utilizados pelos pequenos: burburinhos , movimentos, interações, manifestações afetivas. Para o olhar e a escuta livres e apurados das professoras, o que se configura é um ambiente de entusiasmo, de vontade e de alegria em pensar e aprender. 

Às crianças, propõem-se atividades que lhes permitam relacionar-se com as outras, explorar materiais, pesquisar, instigar sua curiosidade. São momentos em que expressam suas ideias, seus sentimentos, seus entendimentos e suas observações. Considerados os conhecimentos de que dispõem, as propostas levam à mobilização e à reformulação constantes deles, transformando-os em novas aprendizagens.

As diversas áreas de conhecimento, consideradas e preservadas as suas especificidades, se entretecem para acrescentar saberes, que dão sentido às suas vivências, manifestadas em diferentes linguagens – da palavra, da arte visual (desenho, pintura, escultura, colagem), dos números, dos movimentos, da música, da brincadeira e da dramatização, propiciando ricas interações com a cultura e com o saber elaborado.
Nesse ambiente de formação, estimuladas a sentir e a pensar o que passa ao seu redor, as crianças entram em contato com o mundo e consigo mesmas.

Vera Lúcia Corrêa Zinsly

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Criança deve se proteger do sol não só em praia e piscina


Uma tarde na praia, um passeio no parque ou mesmo uma caminhada com as crianças depois do almoço, sob o sol, podem ter consequências graves 30, 40, 50 anos depois.

Até 50% da radiação ultravioleta que uma pessoa recebe durante toda a vida ocorre até os 21 anos, segundo Paulo Ricardo Criado, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional do Estado de São Paulo (SBD/SP). Como consequência, já que o efeito é cumulativo, a exposição solar sem os cuidados necessários –uso de filtro solar apropriado (a partir de seis meses) e exposição até as 10h e depois das 16h– é um dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer de pele na vida adulta.

Para reverter o quadro e diminuir o número de casos, a Assembleia Legislativa de São Paulo oficializou, por meio de lei, a Semana de Educação à Exposição Solar Infantil Preventiva ao Câncer de Pele – Sol Amigo da Infância, criada pela SBD/SP, com o apoio do cartunista Maurício de Souza. A campanha, que foi lançada no final de 2012, a partir deste ano, será realizada anualmente, na última semana de setembro.

A explicação para o alto número de radiações entre a infância e a adolescência é simples: esse é o período da vida em que há mais atividades ao ar livre, em ambientes abertos. Sem falar nos fins de semana na praia ou na piscina, muitas vezes acompanhados pelo desejo de adquirir um bronzeado perfeito. Uma armadilha que costuma cobrar um preço alto.

"A cada queimadura solar com formação de bolhas, a criança duplica o risco de ter um melanoma maligno na vida adulta, o tipo de câncer de pele mais grave, que pode levar à morte", diz Criado.

Dessa forma, todo cuidado é pouco! Nos momentos de lazer da criança, os pais devem procurar respeitar os melhores horários para a exposição solar, não descuidar da aplicação do filtro (e da reaplicação a cada uma hora e meia e sempre que a criança se molhar, seja entrando no mar, na piscina ou suando) e, paralelamente, conscientizar o filho da importância desses cuidados.

Também é importante ensinar à criança que a utilização de protetor solar, apesar de indispensável, não garante 100% de proteção nos horários considerados proibidos. "Por mais que se aplique protetor solar, nunca a pele será completamente protegida, milímetro por milímetro, pois existirão minúsculas 'ilhas' que receberão os raios de sol", afirma o dermatologista Paulo Ricardo Criado.

Fonte: Uol