quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cores e Sabores no Grupo 3






No dia 11 de novembro, as turmas do Grupo 3 da Educação Infantil se misturaram a diversos tipos de cores e sabores com as frutas! Uma atividade gostosa para a produção da capa do livro de receitas que vai encerrar o “Projeto Mini Chef”, que eles participaram durante o ano e gostaram tanto. Primeiro, os alunos montaram em pratos figuras com as frutas. E depois… Ah, depois eles se esbaldaram de comer as frutas. Provaram várias!! Ofereciam frutas uns aos outros, e davam exemplos entre eles… Para o papai e a mamãe que não acreditam que os pequenos encaram tantas frutas, confiram nas fotos abaixo! Foi lindo de ver a mobilização e a realização da criançada! O projeto Mini Chef mais um ano encantando crianças e adultos.

































quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Grupo 5 e os insetos!





A palestra sobre insetos é uma atividade muito esperada pelas crianças que, desde o início do semestre, estão envolvidas com o Projeto sobre esses pequenos seres, o qual propõe situações de estudo da Natureza. O que é sempre um desafio, porém uma prática constante no CLQ. O principal objetivo é organizar estudos que possibilitem aos alunos uma primeira aproximação com a observação científica, conteúdo procedimental essencial das Ciências Naturais.



Para as crianças, o contato direto com o objeto de estudo é fundamental para mantê-las envolvidas. Durante esse semestre, em todos os espaços do Colégio ou até mesmo na casa dos alunos, os insetos foram o foco da investigação. Aproveitando essa situação, organizamos atividades de observação e comparação entre esses vários insetos que foram sendo trazidos pelas crianças e outros que conhecemos através de pesquisas em livros. Por meio da observação e do convívio, as crianças logo perceberam as características físicas, hábitos alimentares, semelhanças e diferenças entre muitos insetos e, principalmente, a importância que eles têm na natureza.



Passeando pela Educação Infantil não é difícil de encontrar um grupo de crianças envolvido em observar uma lagarta, colecionando cascas de cigarra, ou como eles logo nos dizem "um exoesqueleto"! 
Na última quinta-feira (12), as crianças do Grupo 5 da Educação Infantil assistiram a uma interessante palestra sobre insetos, comandada por Patrícia Milano.






Patrícia é bióloga e fez pós-graduação em Entomologia na ESALQ. Hoje ela trabalha com controle biológico de pragas e possui, há anos, uma coleção particular de insetos.
“Comecei na sétima série minha coleção, criando larvinhas. Lembro que aprendi a fazer letrinhas na escola e eu achava que a larva parecia um ‘S’. Então eu pensava ‘eu vou prender num vidro pra ver o que acontece’...  E, então, descobri que aquilo virava pernilongo... Fiquei fascinada!”, relata.







Patrícia conta ainda que quando estava na oitava série, uma professora a ensinou a fazer um insetário. “Mas foi quando eu entrei no mestrado, e depois no doutorado, que eu aprendi uma forma mais científica de trabalhar com isso e montar os insetos para exposição. Então, hoje, minha coleção já está mais profissional”, explica.










A palestra sobre insetos
Patrícia explica que quando faz uma palestra sobre insetos leva um material bem chamativo para prender a atenção das crianças. Para o CLQ ela levou, inclusive, sua coleção viva de bicho-pau – o que encantou os alunos!

“É um bicho grande, mas mansinho. O ‘negócio’ dele é ficar parado para imitar um pau, por isso tem esse nome! E as crianças podem manuseá-lo porque ele não queima, não pica, não morde... Ou seja, essa espécie brasileira é muito boa para isso, para ser exposta viva em palestras”, destaca Patrícia.



Existem aproximadamente 1.700 insetos na coleção de Patrícia. “Borboletas, besouros, cigarras... Eu tenho uma amostra de tudo, mas o que eu mais tenho são esses 3, porque acho que são os mais bonitos”, comenta.
“Na palestra, além da coleção viva de bicho-pau, eu mostro um besouro grande, com chifres, e falo pra que ele usa esses chifres... Conto que existem besouros pequenininhos, que podem ser metálicos ou pretos. Digo que a barata é um bicho limpinho, que ela pode ser grande ou pequena etc. E eu vou tirando o inseto da caixa e mostrando para eles”, explica Patrícia.




















Dessa forma, os pequenos ficam fascinados com as informações! “As histórias que conto acabam chamando muito a atenção das crianças. Elas acabam pensando um pouco no que são os insetos, na diversidade das coisas, no quanto são bonitas etc.”, comenta Patrícia.














 A bióloga gosta de encerrar sua palestra com um alerta às crianças: é preciso preservar as florestas! “Não se pode desmatar a floresta porque é lá que os insetos estão...  E eu acho importante colocar essa consciência desde já na cabecinha deles”, diz.

O prazer de palestrar
Para Patrícia, é um prazer imenso palestrar sobre insetos para os pequenos. “Eu gosto de ver o fascínio! Porque eles ficam admirados com tudo o que mostro, conto...”, diz.
O mais legal, segundo a bióloga, é quando ela pega o bicho-pau vivo para as crianças verem de perto. “Como eu ponho em mim, primeiramente, tem umas que perdem o medo... E tem outras que ficam receosas. Mas eu nunca forço a criança. Eu falo: ‘quem quiser forma uma filinha que eu vou por em todo mundo o bichinho... Quem tiver medo não precisa!’, relata.
“Mas, em alguns casos, mesmo tendo medo, a criança se aproxima porque vê os coleguinhas fazendo isso... Então, isso para mim é o meu presente: ver a criancinha perder o medo, manusear o inseto... Não tem preço!”, destaca Patrícia.






















Recado às crianças
Patrícia Milano aproveita para deixar um recado ao Grupo 5 da Educação Infantil. “É muito importante preservar a floresta! Preservar nem que seja a mata no sítio, o quintal de casa que tem árvores... Primeiro pra gente manter a umidade do ar nesta seca e também para que toda esta maravilha seja preservada”, destaca.

“Se não existissem insetos, não existiria grande parte dos nossos alimentos, porque eles são agentes polinizadores. Então, se eles acabarem, tudo se acabará com o tempo também!”, finaliza a bióloga Patrícia.