terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Como ajudar a criança no período de adaptação à escola



Para as crianças que estão indo pela primeira vez à escola, o início das aulas pode causar um pouco de insegurança. É normal que pais também fiquem em dúvida sobre como agir neste período.

Simone Montrazi, coordenadora da Educação Infantil do CLQ, destaca que o mais importante é os pais transmitirem confiança para seus filhos nesta fase. “É fundamental demonstrar tranquilidade e segurança, mostrar à criança que a escola é um local seguro, que eles confiam nas pessoas que estarão com ela. Dessa forma, ela também se sentirá mais segura”, destaca.

Simone orienta que os pais não saiam da escola quando a criança estiver “distraída”. “É importante dizer a ela que está indo embora, mas que daqui a algumas horas voltará para buscá-la. Tudo isso sem prolongar muito a despedida”, diz.

A coordenadora explica que é interessante ter um bom contato com a professora da criança. “Busque ter uma comunicação frequente com ela, exponha suas dúvidas, compartilhe informações sobre a criança... Isso fará o pequeno se sentir mais seguro ao perceber que os pais e os professores estão unidos”, destaca.

Neste período, é fundamental também respeitar o ritmo da criança. Cada uma reagirá de uma maneira à adaptação escolar. “Por isso, não é bom fazer comparações com irmãos, amigos, parentes”, comenta Simone.

Vale ressaltar que o CLQ possui ambientes para que os pais das crianças em adaptação possam permanecer no Colégio durante esse período.

Tudo isso fará com que esta etapa seja ainda mais tranquila na vida das crianças.

Leia mais sobre o assunto no texto de Rosely Sayão.

Adaptação para pais

Ilustrativa
ROSELY SAYÃO



Nesta semana, milhares de crianças pequenas começaram a frequentar a escola. Muitas estreiam no espaço escolar, mas mesmo as que já o frequentaram por um período podem estranhar a separação dos pais e o afastamento de casa no retorno das férias. Por isso, elas passam por um processo de adaptação.

A reação das crianças nesses dias é bem diversificada: muitas entram na escola e já vão brincar, outras choram, outras ainda se agarram nos pais, sem contar as que se recusam a sair do carro. Mas tudo pode mudar em dias ou semanas: as que entraram sem problemas podem expressar recusa, as que choravam podem entrar sem problema e assim por diante.

É bom saber que tais comportamentos -e a alternância entre eles- são naturais. Afinal, a criança na primeira infância tem sua vida intensamente ligada às pessoas com as quais tem vínculo afetivo e ao espaço de sua casa porque é isso que oferece a segurança necessária para que ela se sinta tranquila.
Ao mesmo tempo, sabemos que as crianças crescem melhor junto a outras crianças. Como hoje as famílias não têm mais o hábito de frequentar com regularidade a casa de outras famílias, as crianças vão para a escola cada vez mais cedo para conviver com seus pares -e isso não é problema, desde que seus pais estejam seguros de sua decisão.
Esse período de adaptação se transformou em um processo complexo e que pouco auxilia a criança pequena. As escolas, cada uma à sua maneira, inventaram uma série de dispositivos para amenizar a mudança para a criança, mas o alvo principal desse processo são os pais.
Na família atual, a relação entre pais e filhos é a única que dura até a morte, já que todas as outras relações afetivas são passíveis de dissolução. Isso gerou consequências, como a dedicação afetiva extremada dos pais em relação aos filhos.
Ao levar o filho pequeno para a escola, os pais sentem culpa, angústia, insegurança. E foi por isso que muitas escolas decidiram permitir que eles fiquem com os filhos no início. É para aquietar os pais, não os filhos, que o processo foi inventado.
Para a criança, isso não é bom. Em primeiro lugar, porque a separação fica mais sofrida por durar muito mais tempo, o que dificulta e atrasa a apropriação de seu novo espaço. Em segundo, porque a sala fica com um clima artificial: professoras constrangidas, mães que interferem no espaço, crianças que poderiam ficar mais à vontade e que são aprisionadas pelo olhar da mãe etc.
Se as escolas fossem mais firmes no propósito de ter no aluno seu foco principal, esse período seria menos penoso para todos. Claro que algumas crianças continuarão chorando por um tempo para entrar na escola e algumas mães continuarão resistindo à separação, mas isso sempre ocorreu e ocorrerá.
Enquanto acreditarmos que esse processo é necessário, ele será. Só por isso, e não pela necessidade das crianças. Elas podem reagir diferentemente do que esperamos nessa situação. Basta que tenham oportunidade para tanto.


ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?"

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Por que incentivar a criança a criar seus próprios brinquedos

Férias é tempo de descanso, de aproveitar a família e, é claro, de brincar!

Tão importante quanto estimular os pequenos a brincarem neste período, é incentivá-los a criarem seus próprios brinquedos.

“Ao longo do ano fizemos várias atividades em sala de aula, quando as crianças foram convidadas a fazerem seus próprios brinquedos e elas adoram isso: todo o processo de criação do brinquedo é uma diversão e elas dão ainda mais valor à brincadeira”, comenta a coordenadora da Educação Infantil do CLQ, Simone Montrazi.

Ao criar seu próprio brinquedo – seja ele o mais simples – a criança desenvolve sua criatividade e expressa seus pensamentos.

“É claro que na criação de alguns brinquedos as crianças vão precisar da ajuda de um adulto, pois a maioria requer o uso de tesoura, por exemplo. Mas, mesmo assim, é interessante que a criança esteja ali o tempo todo envolvida no processo, mexendo nos demais materiais e opinando”, diz Simone.

O importante é deixar os pequenos usarem a criatividade! Mas, se um dia ou outro, faltarem ideias para criar algum brinquedo divertido, vocês podem recorrer à internet. O site Fábrica de Brinquedos (http://www.fabricadebrinquedos.com.br/), por exemplo, ensina a fazer vários brinquedos em casa, que com certeza vão encantar as crianças. A maioria deles utiliza materiais que são encontrados facilmente, como caixinha de pasta de dente, garrafa pet, fita adesiva, entre outros materiais.

“Depois de criar um ou mais brinquedos, a diversão da criança está garantida! Mas, claro, é bem provável que no dia seguinte ela já queira fazer novas opções. E isso é ótimo! Uma ideia é reunir algumas crianças em algum dia das férias, se possível, e incentivar que cada uma leve um brinquedo feito por elas”, sugere Simone.

Com essas dicas, com certeza, não vai faltar diversão para toda a família!




terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A importância do brincar para o desenvolvimento da criança


Atualmente, com uma rotina bastante agitada, tomada por diversas atividades, muitas crianças não encontram tempo para simplesmente brincar. Geralmente, este “tempo livre” para fazerem o que quiserem, acaba ficando para os finais de semana. Mas, será que é o suficiente?

Neste contexto, fica claro o quanto as férias são importantes na vida das crianças. Especialmente porque é o período ideal para elas brincarem à vontade, quando costumam ficar mais tempo com os pais, irmãos e amigos.

E por que brincar é considerado algo tão importante para o desenvolvimento das crianças?

“Não é só uma questão de divertimento, brincar é fundamental para o desenvolvimento da criança. As brincadeiras estimulam as crianças a aprenderem e fazerem coisas novas, além de permitirem que elas criem situações imaginárias”, diz a coordenadora da Educação Infantil do CLQ, Simone Montrazi.

Ao mesmo tempo em que permite que a criança use a imaginação, o brincar é uma ação simbólica essencialmente social, que depende das expectativas e convenções presentes na cultura. “Quando duas crianças brincam de mamãe e bebê, por exemplo, elas fazem uso da imaginação, mas, ao mesmo tempo, não se comportam de qualquer forma: tendem a obedecer às regras do comportamento esperado para um bebê e uma mãe, dentro da sua cultura”, comenta Simone.

“Isso sem falar que, especialmente quando a criança brinca com um amigo da sua idade, ela aprende também a negociar e a compartilhar objetos e significados com o outro”, acrescenta Simone.

Por tudo isso, hoje se sabe que o brincar é essencial para o desenvolvimento infantil. Disponibilizar espaço e tempo para brincadeiras, portanto, significa contribuir para um desenvolvimento saudável.

Dessa forma, é importante também que os adultos resgatem sua capacidade de brincar, tornando-se, assim, mais disponíveis para as crianças enquanto parceiros e incentivadores de brincadeiras! E quer tempo melhor para isso do que as férias?! É fundamental que este período seja aproveitado com muito entusiasmo!